Que meu resto de ano, seja melhor, menos dolorido, menos confuso e traga algumas respostas que já cansei de procurar.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Royal Straight Flush
Traço de memória que se tenta desenhar e não consegue
Quadro que se pinta e quando se termina está em branco
Não consigo fugir do que sou
Minhas escolhas não são assim tão minhas
Melodia manchada de sangue
Quando se está sozinha e com a mente em eterno caos,
Se percebe nuances do ser que não existe quando é dia
Quando se é são
Quando se sorri.
Pequenos detalhes que me assustam
Penso em algum deus...
Penso nalgum demônio...
Agora, penso tanto, que nada mereço por não conseguir ser pura
Pensar é ser maculado.
Ruas desertas que cruzo comendo minha própria poeira
Remoendo meus medos e mágoas
Desviando de lembranças e fantasmas.
Céu escarlate que os felizes vêem azul
Noite negra que se faz sem estrelas aos meus olhos cadentes
Reato alguns nós e vejo que de tudo que fiz, tudo que escrevi, tudo que conquistei
Nada importa mais que algumas horas de pensamento tranquilo
Mente alegre, descompromissada
E o caos mental insiste em perfurar meu caráter que já não é mais meu
Esperanças de amanhãs
Minhas mãos ásperas acariciam um ser inexistente.
Poucos segundos valem a vida
E estão guardados no peito
Na espera do amanhã esquecido
Na memória da treva presente existe a escuridão iminente
Mas a tua mão me guia para a luz que existe
E se é pouca, eu sempre soube o caminho
Ou tive ao menos o otimismo de acreditar que encontraria
O que jamais encontrei
Royal Straight Flush
Mas passarei para ver o que escondem estes teus olhos
Tão mais valiosos que meus delírios insanos.
E gritam em algum socorro que ainda não compreendi
Mas estou prontamente segura de que com quatro pernas seremos aptos a caminhar
Por mais profundas trevas que tivermos que escalar
Por mais que se abrigue a maior demência perturbada em minha mente frágil
Enquanto viver, minhas palavras florescerão, mesmo que como erva daninha
Darão vida, por mais mórbida, por mais rastejante, a alguma folha de papel
Minhas preces inglórias a deuses que nunca houveram
E existem por ter teu apoio
Mesmo que discordante
Mesmo que incompreensivo.
Sussurro no escuro palavras que só você conhece
Com o significado turvo todo que existe a mim
O abismo olha para mim, mesmo que eu não olhe para ele
Me persegue, me procura
E me acha em berço doce
Mas a lembrança das carícias brandas
Me guarda da perdição
Que seria minha existência rastejante
Se não tivesse tido teus olhos, teu sorriso, tua mão doce em conforto
De tão pequeno ser
Deixe-me sentir o calor do seu corpo
E os fluidos que emanam me alimentam
Eternamente.
Quadro que se pinta e quando se termina está em branco
Não consigo fugir do que sou
Minhas escolhas não são assim tão minhas
Melodia manchada de sangue
Quando se está sozinha e com a mente em eterno caos,
Se percebe nuances do ser que não existe quando é dia
Quando se é são
Quando se sorri.
Pequenos detalhes que me assustam
Penso em algum deus...
Penso nalgum demônio...
Agora, penso tanto, que nada mereço por não conseguir ser pura
Pensar é ser maculado.
Ruas desertas que cruzo comendo minha própria poeira
Remoendo meus medos e mágoas
Desviando de lembranças e fantasmas.
Céu escarlate que os felizes vêem azul
Noite negra que se faz sem estrelas aos meus olhos cadentes
Reato alguns nós e vejo que de tudo que fiz, tudo que escrevi, tudo que conquistei
Nada importa mais que algumas horas de pensamento tranquilo
Mente alegre, descompromissada
E o caos mental insiste em perfurar meu caráter que já não é mais meu
Esperanças de amanhãs
Minhas mãos ásperas acariciam um ser inexistente.
Poucos segundos valem a vida
E estão guardados no peito
Na espera do amanhã esquecido
Na memória da treva presente existe a escuridão iminente
Mas a tua mão me guia para a luz que existe
E se é pouca, eu sempre soube o caminho
Ou tive ao menos o otimismo de acreditar que encontraria
O que jamais encontrei
Royal Straight Flush
Mas passarei para ver o que escondem estes teus olhos
Tão mais valiosos que meus delírios insanos.
E gritam em algum socorro que ainda não compreendi
Mas estou prontamente segura de que com quatro pernas seremos aptos a caminhar
Por mais profundas trevas que tivermos que escalar
Por mais áridas lágrimas tivermos de chorar
Por mais que se abrigue a maior demência perturbada em minha mente frágil
Enquanto viver, minhas palavras florescerão, mesmo que como erva daninha
Darão vida, por mais mórbida, por mais rastejante, a alguma folha de papel
Minhas preces inglórias a deuses que nunca houveram
E existem por ter teu apoio
Mesmo que discordante
Mesmo que incompreensivo.
Sussurro no escuro palavras que só você conhece
Com o significado turvo todo que existe a mim
O abismo olha para mim, mesmo que eu não olhe para ele
Me persegue, me procura
E me acha em berço doce
Mas a lembrança das carícias brandas
Me guarda da perdição
Que seria minha existência rastejante
Se não tivesse tido teus olhos, teu sorriso, tua mão doce em conforto
De tão pequeno ser
Deixe-me sentir o calor do seu corpo
E os fluidos que emanam me alimentam
Eternamente.
Perdida entre o caos eterno que se dá nas profundezas da minha mente e a necessidade infante de ter alguém que me tome pela mão, me guie e me faça sentir protegida e segura. Meus pés trêmulos e vacilantes necessitam de um solo pra pisar, necessitam de luz e de amável companhia. De olhos que só vejam a mim, de ouvidos que me escutem enquanto quiser falar, de boca que me fale carinhosamente e me beije com ternura... O mundo me parece cruel e eu me sinto só, o tempo todo...
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Uma borboleta no aquário.
Eu costumo remoer mágoas e lembranças negativas. Não consigo parar de o fazer e por vezes parece ser a única coisa que me faz sentir viva. Como se fosse uma forma de auto-mutilação.
Passo dias obcecada, me sentindo injustiçada e pensando em coisas ruins.
Passo dias obcecada, me sentindo injustiçada e pensando em coisas ruins.
Acho que há um grande desprezo dos médicos em relação ao transtorno borderline, não fazem um grande esforço para a diagnosticar. Sugerem logo um quadro de depressão, bipolaridade ou estresse emocional.
Toda a minha vida persegui uma alma gêmea, vivi sempre na expectativa de encontrar aquela pessoa que ia ser perfeita em todos os as aspectos e era a pessoa ideal para mim. Mas sinto-me sempre tão carente e tenho tanta dificuldade em relacionar-me que por muitas vezes aceito a primeira pessoa que demonstra interesse em mim. Não suporto a ideia de estar sozinha. E quando conheço alguém também assumo logo que já há uma relação, e que essa pessoa me deve alguma coisa e que vai acontecer alguma coisa entre nós e não suporto a rejeição quando assim não acontece.
Toda a minha vida persegui uma alma gêmea, vivi sempre na expectativa de encontrar aquela pessoa que ia ser perfeita em todos os as aspectos e era a pessoa ideal para mim. Mas sinto-me sempre tão carente e tenho tanta dificuldade em relacionar-me que por muitas vezes aceito a primeira pessoa que demonstra interesse em mim. Não suporto a ideia de estar sozinha. E quando conheço alguém também assumo logo que já há uma relação, e que essa pessoa me deve alguma coisa e que vai acontecer alguma coisa entre nós e não suporto a rejeição quando assim não acontece.
E eu acabo por sentir-me sozinha neste mundo que é só meu, e com tanto medo do mundo que está lá fora...
domingo, 16 de outubro de 2011
"Eu não sou outra nada, eu sou eu".
Não é fácil dizer estas coisas, mas elas ficam em minha mente tanto tempo que são uma assombração...
Muita gente não entende o peso e a dor que uma simples palavra pode causar em alguém. Esse é o erro de julgar a todos por um só, ou por uma maioria. Não sou como a maioria, não sigo a linha de pensamento do senso comum. Tenho um processo de pensamentos que me fazem sensível no mais alto grau de dificuldade.
Assistindo ao filme, Coraline e o mundo secreto, uma frase me chamou mais atenção que qualquer outra. Em determinado momento do filme a menina encontra o gato no "outro mundo", onde todos tem um clone de botões no lugar dos olhos, e respondendo a menina, o gato diz:
"Eu não sou outra nada, eu sou eu".
Gostaria simplesmente que as pessoas enxergassem isso, eu não sou outra nada, não existe a fulana também fazia educação física, e eu realmente não quero saber se ela era parecida ou completamente diferente de mim nisso ou naquilo, eu simplesmente não quero saber, não quero ouvir nada sobre seu passado afetivo. E digo, sinceramente, quando você fala disso pra mim, parece muito que ainda está a pensar nela. O que eu poderia pensar e/ou esperar de alguém que dias antes de sair comigo confessa gostar de outra?! Eu realmente deveria ter ficado em casa...
Mas eu não fiquei. E porque não fiquei? Porque tenho a maldita mania de adorar companhia, conversa e o terrível sonho de amar e ser amada por um príncipe encantado. E é sempre é a mesma coisa... Uma nova e dolorosa decepção. Mas ninguém entende isso... Ninguém pensa no que provoca no outro enquanto fala...
O que me cansa muito nesta história toda de ter esse transtorno borderline é ter que policiar meus pensamentos o tempo todo, desviar incansavelmente das lembranças dolorosas, viver cercada de fantasmas e conviver com pensamentos tão fortes e ideias tão contraditórias. E além de todas essas angústias que se passam em minha mente ainda convivo com as acusações das pessoas que me cercam, sempre me rotulando de nervosa, rancorosa, agressiva, instável e quando não, possuída por algum demônio... Isso, realmente cansa, é uma doença pouquíssimo divulgada, até os médicos tem dificuldades em diagnosticar. Estou sempre sendo rotulada, sendo machucada e machucando os outros, sem que ninguém saiba que sou vítimas de um mal silencioso.
Me cansa muito também brigar tanto por coisas que jamais poderão ser modificadas. Vivo me esquivando das lembranças e das associações que faço, mas nem sempre tenho êxito, é uma rotina cruel e desgastante.
Quando brigo com meu namorado, reajo sempre com uma dureza excessiva, com palavras muito cruéis e procurando ferir tanto quanto me sinto ferida e geralmente, depois de feito isso, me calo ou me escondo à espera de que ele venha rastejar pra me pedir desculpa e suplicar que não pode viver sem mim quando no fundo é ao contrário.
Outra coisa muito comum comigo é, enjoar das pessoas. Nunca tive um relacionamento muito duradouro, justamente por me sentir sempre diminuída, sempre que qualquer namorado falasse de alguma ex, de alguma amiga que me parecesse especial... Sempre tenho a sensação de não estar sendo valorizada e respeitada o quanto eu realmente mereço. E a ideia de ouvir o nome de outra saindo da boca do meu ser amado, me causa nojo, repulsa, revolta e uma vontade irresistível de deixá-lo pra trás.
Sempre que ouço o nome e histórias de outras o ciúme me consome e eu preciso deixá-lo e me afastar. E sempre acabei por fazer isto, em dado momento já não havia mais força ou motivação pra permanecer ao lado de alguém que "tem a cara de pau e a falta de respeito e ousa falar de outra pra mim". Me sinto buscando o inexistente, um amor sem dor, uma vida sem lembranças passadas.
Tenho sucesso na área profissional, consegui encontrar algo que realmente adoro fazer, mas no quesito vida afetiva eu me sinto alguém a beira da morte, no mais profundo fracasso e sem muitas esperanças futuras. A vida sentimental é meu câncer.
sábado, 15 de outubro de 2011
Amarga desventura
Correr em horas intercaladas, vivendo entre a cruz e a espada, encontrando pedras e espinhos por um caminho que antes exalava o perfume das mais delicadas flores.
Dar o máximo de si, se esconder das maldades do mundo, fazer do pouco um muito...
Transformando desventuras em sinfonia, transformando lágrimas em alegrias, tudo que na vida me foi ensinado aprendi a duras penas.
Escondo minha dor num sorriso, num poema, canto e danço sem perder tempo com planos mesquinhos, pois bem sei que o mundo é um moinho...
Um moinho pronto pra reduzir os sonhos e as ilusões a pó...
Pó...
De tudo que sonhei e esperei, de tudo que abri mão e almejei,
Hoje me sinto pó...
Caída por entre frestas, me acomodando por entre estreitas arestas pra caber na tua vida.
Pó...
Jogada ao chão, tomando conta dos espaços vazios, preenchendo tudo com meu novo tom cinza.
De uma alegre flor que um dia fui, de uma dançarina da vida que eu era... me tornei uma cruz.
Uma cruz! O símbolo mais cruel do sofrimento, do castigo e da dor...
Símbolo da punição injusta, símbolo de um árduo fardo...
Eis agora o que sou...
Já não sinto o ferver raivoso do meu sangue nas veias, já não sinto vontade de nada
A voz se emudeceu, os assuntos todos se foram...
Quando a sombra de uma mágoa profunda se abate em meu ser eu nada consigo fazer, perco a fala e a postura inabalável.
Na crueldade de tuas palavras, no vazio de tuas prioridades...
E o mais duro talvez seja, só agora saber que nesses poucos meses tanta dor pudestes me causar
Enquanto que eu bobamente acreditava na ilusão de que poderia me entregar a ti e confiar...
Dar o máximo de si, se esconder das maldades do mundo, fazer do pouco um muito...
Transformando desventuras em sinfonia, transformando lágrimas em alegrias, tudo que na vida me foi ensinado aprendi a duras penas.
Escondo minha dor num sorriso, num poema, canto e danço sem perder tempo com planos mesquinhos, pois bem sei que o mundo é um moinho...
Um moinho pronto pra reduzir os sonhos e as ilusões a pó...
Pó...
De tudo que sonhei e esperei, de tudo que abri mão e almejei,
Hoje me sinto pó...
Caída por entre frestas, me acomodando por entre estreitas arestas pra caber na tua vida.
Pó...
Jogada ao chão, tomando conta dos espaços vazios, preenchendo tudo com meu novo tom cinza.
De uma alegre flor que um dia fui, de uma dançarina da vida que eu era... me tornei uma cruz.
Uma cruz! O símbolo mais cruel do sofrimento, do castigo e da dor...
Símbolo da punição injusta, símbolo de um árduo fardo...
Eis agora o que sou...
Já não sinto o ferver raivoso do meu sangue nas veias, já não sinto vontade de nada
A voz se emudeceu, os assuntos todos se foram...
Quando a sombra de uma mágoa profunda se abate em meu ser eu nada consigo fazer, perco a fala e a postura inabalável.
Na crueldade de tuas palavras, no vazio de tuas prioridades...
E o mais duro talvez seja, só agora saber que nesses poucos meses tanta dor pudestes me causar
Enquanto que eu bobamente acreditava na ilusão de que poderia me entregar a ti e confiar...
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Medo do Escuro dos Meus Pensamentos...
É muito difícil lidar diariamente com fantasmas do passado dos que me cercam, sobreviver sob escombros, viver com a luz acesa por medo de ver as criaturas que se abrigam no escuro dos meus pensamentos, lidar com os encontros casuais das coisas que estão associadas a nome de outras pessoas, tentar calar a tristeza e a inferioridade e acabar por externá-la em forma de raiva... Encarar meu vazio, minhas crises crônicas de tédio e ciúmes, enfrentar as cobranças inumanas que faço a mim mesma e aos que me rodeiam. Ter uma sensibilidade incomum, uma forma nada linear de encarar situações e responder a tudo isso com fortes descargas emocionais, que saem do neuro e chegam ao físico.
E o pior de tudo é não ser compreendida, quem associaria tal comportamento, visto de longe como egoísmo, instabilidade e rancor, a uma doença que causa tanto sofrimento?
A falta de compreensão, gera uma cobrança e uma crítica dos que me cercam e me fazem ficar ainda pior. O resultado é como jogar água em quem está se afogando, ou tentar apagar um incêndio com mais fogo.
Os rótulos variam de egoísta a pavio curto, e que é instável passa a ser visto como falta de personalidade, uma pessoa que se contradiz porque mente ou porque não sabe o que quer.
Sinto me aprisionada num invólucro de carne e por muitas vezes desejo largar essa roupa corpórea pra trás e sumir de vez...
Na verdade, o que eu quero, é uma quimera, uma idealização de perfeição que visa preencher o meu vazio e me fazer sentir amada, única, importante e confiante. Porém, quase que todas as pessoas que já passaram por mim nessa vida, trouxeram nomes, informações e etc, e isso mexe profundamente comigo, pois não aceito a ideia de ter rivais, de ter oponentes, de dividir espaço nas lembranças e pensamentos. Ninguém consegue entender um ciúme que aponta pro passado, que retrocede... Mas isso me faz sofrer muito. Tudo que foi dito me esmaga diuturnamente. Sofro de um mal invisível e quem me machuca nem faz ideia da dor que está me causando.
E o pior de tudo é não ser compreendida, quem associaria tal comportamento, visto de longe como egoísmo, instabilidade e rancor, a uma doença que causa tanto sofrimento?
A falta de compreensão, gera uma cobrança e uma crítica dos que me cercam e me fazem ficar ainda pior. O resultado é como jogar água em quem está se afogando, ou tentar apagar um incêndio com mais fogo.
Os rótulos variam de egoísta a pavio curto, e que é instável passa a ser visto como falta de personalidade, uma pessoa que se contradiz porque mente ou porque não sabe o que quer.
Sinto me aprisionada num invólucro de carne e por muitas vezes desejo largar essa roupa corpórea pra trás e sumir de vez...
Na verdade, o que eu quero, é uma quimera, uma idealização de perfeição que visa preencher o meu vazio e me fazer sentir amada, única, importante e confiante. Porém, quase que todas as pessoas que já passaram por mim nessa vida, trouxeram nomes, informações e etc, e isso mexe profundamente comigo, pois não aceito a ideia de ter rivais, de ter oponentes, de dividir espaço nas lembranças e pensamentos. Ninguém consegue entender um ciúme que aponta pro passado, que retrocede... Mas isso me faz sofrer muito. Tudo que foi dito me esmaga diuturnamente. Sofro de um mal invisível e quem me machuca nem faz ideia da dor que está me causando.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Eu te odeio, não me abandones - O Psicodrama Borderline
Imaginem uma pessoa que por algum erro constitucional nascesse sem pele: qualquer toque, por mais leve, provocaria dor e reação intensa. Assim é o borderline, o que lhe falta é a pele emocional.
Buscando, de modo simplista, a fórmula de produção desta patologia, poderíamos pensar que uma criança demasiadamente sensível, em contato com um ambiente invalidador, multi-abusivo e destruidor de sua autoconfiança básica, tende a desenvolver comportamentos defensivos que se constituirão nas próprias características do distúrbio. Como adulto, o borderline acaba reproduzindo as características invalidadoras de seu meio: invalida suas próprias experiências emocionais e busca nos outros interpretações sobre a realidade. É incapaz de resolver problemas rotineiros, tem dificuldades generalizadas de "como viver". Formula objetivos pouco realistas, não valoriza pequenos êxitos e se odeia diante dos insucessos. A reação característica de vergonha é o produto natural de um ambiente que envergonha quem demonstra vulnerabilidade emocional.
O sofrimento e as reações emocionais são extremas: o que seria apenas embaraçoso, torna-se, para ele, profundamente humilhante; desagrado pode tornar-se ódio; culpa leve, torna-se vergonha; apreensão transforma-se em pânico. "Prisioneiro" das próprias emoções, basta um pequeno estímulo para provocar reações intensas, crises de fúria que confundem e assustam as pessoas à sua volta e ele mesmo. Cria grandes tragédias das quais reclama com fúria crescente, culpando os outros pela situação em que se encontra. Quanto maior a expressão da raiva, mais o borderline se convence e tenta convencer os outros de que são responsáveis por seus sentimentos. E como suas respostas emocionais são de longa duração (lento para voltar a um nível emocional adequado) permanece altamente sensível ao próximo estímulo.
Tendo seu desenvolvimento emocional detido nas primeiras fases, o borderline é uma criança num corpo adulto e, como a criança, é impulsivo, não sabe esperar, não aceita se frustrar, tem dificuldade em simbolizar conceitos abstratos.Tenta conseguir tudo que quer o tempo todo, a qualquer custo. Em resumo: o borderline tem imensa dificuldade em lidar de forma adequada com suas emoções e a terapia precisa encontrar caminhos: primeiro para não se deixar destruir por demonstrações emocionais grandiosas; segundo para não destruir a precária estrutura emocional que o paciente apresenta; por último, para conseguir formas criativas de fazer pequenos "enxertos" (ele não possue "pele emocional") e dar algum invólucro que lhe possibilite crescer e se desenvolver dignamente.
domingo, 25 de novembro de 2007
Triste caminhada...
Triste caminhada essa que nos uniu, e me transformou no mais triste dos seres.
Seria possível sofrer um trauma tão grande e ficar paralisado naquele instante?
Como se a vida para tudo o mais continuasse seguindo
Como se a vida estagnasse naquilo que provocou tão profunda dor...
E nada do que acontece hoje muda a dor do passado... Continuo olhando pra quem me feriu e não enxergo suas mãos estendidas... Enxergo apenas um punhal pronto pra cortar-me a alma e dilacerar meu ser por inteiro.
Fui diversas vezes engandas e por inúmeras vezes desiludida, minha vida tornou-se um fardo tão pesado, tão penoso e eu, por mais que deseje, não consigo me livrar dele.
Palavras mortíferas, minha vida invadida, minha integridade e privacidade roubadas, minhas esperanças frustradas... Tanta dor...
Aquilo que era pra ser amor puro tornou-se imensa desolação, dor, angústia, humilhação.
Maior que a raiva que sinto por todos que me feriram, maior que a dor do orgulho ferido, maior que o arrependimento, maior que a frustração, maior que a tristeza... Maior que tudo que possa existir
É a angústia perfurante de continuar sonhando e desejando tudo que sempre quis. Um amor puro e um espaço só meu.
Continuar na esperança de viver um amor puro, inatingível, sagrado, inabalável, daqueles protegidos num santuário, um amor feliz, cheio de luz...
Nunca desejei coisas caras ou compráveis... Eu só queria a sorte de um amor tranquilo e simples, num recanto encantado onde nunca jamais ninguém pudesse me perturbar, ferir, magoar... Eu queria apenas a proteção do homem que elegi para amar...
Mas isso...
Foi apenas um desejo que nunca alcancei... Sofri e sofro sem saber porque.
Porque eu fiz de tudo, eu nunca deixei faltar nada, nem sorriso, nem beijo, nem poesia, nem telefonema, nem respeito, nem devoção... Fechei cada fresta para que mal nenhum nos alcançasse.
Na verdade, eu sempre te amei...
Mas chego a conclusão de que te amei... sozinha!
terça-feira, 16 de outubro de 2007
A verdadeira morte é o esquecimento...
Não sei com precisão quando este assombro invadiu minha alma, não saberia datar a minha morte... Apenas vejo-me como agora, sozinha, amargurada e destituída de sonhos. Aconteceu lentamente e pouco a pouco minha força vital foi se esvaindo. Perdi os sonhos, perdi a confiança, perdi a esperança, perdi o amor... Não por deixar de acreditar nele, mas sim, por ver alguém, transformando em terra todas as estrelas que eu coloquei nas suas mãos. Todas as mais belas imagens desenhadas em papel-seda foram borradas, rasgadas... jogadas ao ar e a própria sorte... As mais belas imagens em papel tão frágil, o mais forte amor em um coração tão sensível... Não poderiam resistir por mais tempo, suportaram bravamente a dor até que expiraram com lágrimas pela batalha travada sem que se quisesse, batalha travada e perdida.
E eu... Eu me vejo morte emocionalmente, decepcionada com o que um dia foi meu maior desejo e minha maior inspiração. Você não mediu suas palavras, não mediu a consequência dos seus atos, apenas agiu despreocupadamente...
Você não cuidou bem do que tinha, me encheu de traumas, medos, incertezas... Adoeci em meio a tantas dores e decepções... deixei de sorrir, deixei de fazer planos pro futuro, deixei de confiar em ti, deixei de esperar o melhor, deixei de me sentir segura ao teu lado... foram tantas coisas deixadas, tantas coisas que foram ficando pra trás em consequência das terríveis dores que me provocaste, que na verdade, eu perdi meus sonhos...
E um ser humano que deixa de sonhar, que deixa de acreditar em seus sonhos, nada mais é que um ser humano morto...
Eu não sei datar quando aconteceu a minha morte, mas eu sei dizer o que me matou.
Meu amor envenenado por alguém agoísta,
A transformação de um sentimento belo num calvário para mim
A negação a minha singularidade
Meus sonhos sufocados
Que me fez chorar tantas vezes por nada ser além de um ser híbrido, fruto dos seus pensamentos e palavras, misturando o ontem ao hoje e destruindo o amanhã.
Não quero ser consolada, não quero promessas, não quero que sintas pena de mim, não quero sua bondade... Na verdade não quero mais nada de você, porque a única coisa que eu sempre quis, você nunca conseguiu me dar, e isso era respeito. Respeito a minha vida, ao meu amor, a minha dedicação, a minha singularidade, a minha companhia. E sem respeito, sinceramente te digo, não há mais nada que você possa fazer pra permanecer aqui, ao meu lado. Vá! É tempo de partir!
Creio que ninguém pode dar aquilo que não tem. Você nunca soube o que era respeito, você nunca deu nem recebeu respeito de ninguém... você simplesmente é destituído de respeito, bom senso, bons modos e boa educação.
Você me deu aquilo que você tinha e conhecia bem... desrespeito, imaturidade, acomodação, falta de vergonha e nenhum senso de certo e errado... ou seja, você me encheu do seu vazio.
Eu quero a minha vida de volta. Vou restituir-me de tudo que eu tinha e era antes de ser esvaziada por você. Vou me refazer e desfazer todo o mal que você causou em minha vida.
No dia que eu voltar a sonhar com certeza serei feliz. Pois minha alma é alma de criança. Preciso cantar canções de esperança, preciso sonhar sonhos de criança, preciso sorrir pra todos e por nada, sonhar acordada a beira-mar sentindo minha força crescer a cada onda ruidosa na areia.
Um ser humano com sonhos e fé pra acreditar neles é a vida como um rio correndo pro mar.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
A tortura de um passado presente.
Há muitas pessoas que não conseguem viver o presente, existencialmente. Sua vida é um passar de páginas do passado, que as atormenta. E o futuro não existe como uma perspectiva saudável de novas conquistas e possíveis realizações de seus sonhos.
O passado rouba os seus sonhos, desqualifica o seu presente e esvazia o seu futuro.
Restituir?! Será que me é possível tal restituição?! Creio eu que não. Pois o que perdi foram os mais sublimes sonhos, meu objetivo maior de vida... esta perda deixou muita tristeza, medos e a sensação constante de inferioridade.
Eu tinha dentro de mim um sonho simples de amor puro, de viver a sorte de um amor tranquilo... Onde fôssemos apenas dois, do dia em que nos conhecemos até o dia de nossa morte. Nunca foi assim... e isso mata minha alma, aniquila minhas forças e por mais que eu tente me erguer do chão, sinto-me tonta demais com a força da queda.
Hoje, vejo que todas as nossas brigas e desajustes estão no mal que tu me fizestes, na dor que me causastes... se não fosse isso, nada mais seria!
Como seria nosso amor hoje se não fossem aqueles erros dolorosos e imperdoáveis?
Como estaríamos?
Certamente nosso amor seria puro, mas não foi...
Tu queres me mostrar de todas as formas que mudou mas não consegue aceitar a idéia de que feriu-me profundamente e que o tempo jamais retrocederá para que você conserte o que se quebrou...
Serei sempre vítima desta pergunta:
"Como seria nosso amor hoje se não fossem aqueles erros dolorosos e imperdoáveis?
Como estaríamos?"
Como seria...?!
O passado rouba os seus sonhos, desqualifica o seu presente e esvazia o seu futuro.
Restituir?! Será que me é possível tal restituição?! Creio eu que não. Pois o que perdi foram os mais sublimes sonhos, meu objetivo maior de vida... esta perda deixou muita tristeza, medos e a sensação constante de inferioridade.
Eu tinha dentro de mim um sonho simples de amor puro, de viver a sorte de um amor tranquilo... Onde fôssemos apenas dois, do dia em que nos conhecemos até o dia de nossa morte. Nunca foi assim... e isso mata minha alma, aniquila minhas forças e por mais que eu tente me erguer do chão, sinto-me tonta demais com a força da queda.
Hoje, vejo que todas as nossas brigas e desajustes estão no mal que tu me fizestes, na dor que me causastes... se não fosse isso, nada mais seria!
Como seria nosso amor hoje se não fossem aqueles erros dolorosos e imperdoáveis?
Como estaríamos?
Certamente nosso amor seria puro, mas não foi...
Tu queres me mostrar de todas as formas que mudou mas não consegue aceitar a idéia de que feriu-me profundamente e que o tempo jamais retrocederá para que você conserte o que se quebrou...
Serei sempre vítima desta pergunta:
"Como seria nosso amor hoje se não fossem aqueles erros dolorosos e imperdoáveis?
Como estaríamos?"
Como seria...?!
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
O que é um grande amor?
O grande e verdadeiro amor, não é aquele que causa dor, sofrimento, baixa estima, lágrimas e angústia, muito pelo contrário.
O verdadeiro amor é aquele que nos faz sorrir, que nos compreende, que trás felicidade e paz para o nosso coração.
Não acredito em amor que faz sofrer, que vira obsessão, não acredito em "fui abandonado e sofro por amor", o amor não faz sofrer, pois é benigno e não se ressente do mal.
Grande amor é quando duas pessoas vivem bem, se entendem, se ajudam, são companheiras nas horas boas e ruins, são verdadeiramente dois amigos que se amam.
A única coisa que queremos quando encontramos essa pessoa é viver esse amor em paz, de alma limpa e tranquila.
Somos fiéis sem precisar fazer esforço algum. Por que amor é simples como um mais um.
E quando duas almas assim se encontram, nada e nem ninguém pode impedir a felicidade delas.
"Amor Incondicional
Quero que me ouça, sem julgar.
Quero que me abrace, sem me sufocar.
Quero que me proteja,sem mentir.
Quero que confie em mim, sem cobrar.
Quero que me aceite como sou, e saiba que você pode contar comigo
Incondicionalmente"
Quando acreditamos realmete no amor nos tornamos pessoas mais compreensivas, mais corajosas e confiantes na força da vida.
O amor é luz. Quem ama verdadeiramente desfruta da alegria e tem motivação para viver e mudar tudo em sua vida.
Por amor fazemos as mudanças mais inesperadas de uma forma calma, agindo com serenidade e bom senso.
Quem nunca mudou de país, de cidade, de atitude, de modo de vida por um amor?!
Quem nunca teve vontade de jogar tudo pro alto por conta de um grande amor?!
Quem nunca mudou pra ser mais feliz ao lado do seu grande amor?!
Todo cantor precisa cantar pra alguém, todo poeta precisa escrever pra alguém e todo ser humano precisa ter alguém para amar.
Ter coragem é necessário para viver as coisas boas que a vida lhe proporciona.
Para viver um grande amor é só ouvir o que você sente e acreditar no que seu coração te diz.
O verdadeiro amor é aquele que nos faz sorrir, que nos compreende, que trás felicidade e paz para o nosso coração.
Não acredito em amor que faz sofrer, que vira obsessão, não acredito em "fui abandonado e sofro por amor", o amor não faz sofrer, pois é benigno e não se ressente do mal.
Grande amor é quando duas pessoas vivem bem, se entendem, se ajudam, são companheiras nas horas boas e ruins, são verdadeiramente dois amigos que se amam.
A única coisa que queremos quando encontramos essa pessoa é viver esse amor em paz, de alma limpa e tranquila.
Somos fiéis sem precisar fazer esforço algum. Por que amor é simples como um mais um.
E quando duas almas assim se encontram, nada e nem ninguém pode impedir a felicidade delas.
"Amor Incondicional
Quero que me ouça, sem julgar.
Quero que me abrace, sem me sufocar.
Quero que me proteja,sem mentir.
Quero que confie em mim, sem cobrar.
Quero que me aceite como sou, e saiba que você pode contar comigo
Incondicionalmente"
Quando acreditamos realmete no amor nos tornamos pessoas mais compreensivas, mais corajosas e confiantes na força da vida.
O amor é luz. Quem ama verdadeiramente desfruta da alegria e tem motivação para viver e mudar tudo em sua vida.
Por amor fazemos as mudanças mais inesperadas de uma forma calma, agindo com serenidade e bom senso.
Quem nunca mudou de país, de cidade, de atitude, de modo de vida por um amor?!
Quem nunca teve vontade de jogar tudo pro alto por conta de um grande amor?!
Quem nunca mudou pra ser mais feliz ao lado do seu grande amor?!
Todo cantor precisa cantar pra alguém, todo poeta precisa escrever pra alguém e todo ser humano precisa ter alguém para amar.
Ter coragem é necessário para viver as coisas boas que a vida lhe proporciona.
Para viver um grande amor é só ouvir o que você sente e acreditar no que seu coração te diz.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
O amor de Deus!
O fogo é o resultado de uma combustão que gera luz, chama e calor. Para que exista o ato de queimar, há necessidade da união de três substâncias primordiais: combustível, oxigênio e calor. Se você tirar um desses três elementos do triângulo, jamais haverá fogo.
Da mesma maneira, não podemos imaginar Deus distanciado do amor, porque Ele é amor. De qualquer ângulo que você visualizar Deus, o amor é tudo que você há de encontrar nele.
Somente o amor. O amor sem par. O amor que vale só por si. O amor apaixonante. O longânime e puro amor. Deus é amor!
Hoje encontrei alguém especial, que sempre me arranca um sorriso leve do rosto e me faz sentir uma criança feliz e confiante. Um homem tão doce e tão inteligente que foi o único ser que entrou na minha vida e ornamentou meu coração de modo que, este ficou bem mais colorido e harmonioso depois de sua passagem. O Fabinho continua sendo aquele ser iluminado, que me olha de uma forma penetrante e que me acalma num simples sorriso, e faz eu ter certeza de que nada preciso dizer pra ele me entender. Basta um sorriso e um abraço pra eu me sentir segura. A vida nos separou, nos colocou em direções opostas, nos fez tomar novos rumos e agora nos coloca cara a cara mais uma vez... São Paulo e um único final de semana corrido e atarefado, nossos olhares ainda dizem um "eu preciso de você" timidamente, o coração ainda acelera um pouco, as mãos tremem e as palavras demoram a sair intercaladas com sorrisos de timidez. Sinais de quem foi sem ter escolhido ir, sem deixar mágoas, sem deixar dor...
As lembranças felizes se fazem presentes quando penso nele, ele foi o único homem que jamais foi capaz de mencionar o nome de qualquer outra mulher diante de mim, sempre fui a menina frágil dele... Pena que já não somos mais os mesmos de antes. A vida quis assim e sabe-se lá o motivo... Talvez, no futuro eu entenda o porque desta partida.
Da mesma maneira, não podemos imaginar Deus distanciado do amor, porque Ele é amor. De qualquer ângulo que você visualizar Deus, o amor é tudo que você há de encontrar nele.
Somente o amor. O amor sem par. O amor que vale só por si. O amor apaixonante. O longânime e puro amor. Deus é amor!
Hoje encontrei alguém especial, que sempre me arranca um sorriso leve do rosto e me faz sentir uma criança feliz e confiante. Um homem tão doce e tão inteligente que foi o único ser que entrou na minha vida e ornamentou meu coração de modo que, este ficou bem mais colorido e harmonioso depois de sua passagem. O Fabinho continua sendo aquele ser iluminado, que me olha de uma forma penetrante e que me acalma num simples sorriso, e faz eu ter certeza de que nada preciso dizer pra ele me entender. Basta um sorriso e um abraço pra eu me sentir segura. A vida nos separou, nos colocou em direções opostas, nos fez tomar novos rumos e agora nos coloca cara a cara mais uma vez... São Paulo e um único final de semana corrido e atarefado, nossos olhares ainda dizem um "eu preciso de você" timidamente, o coração ainda acelera um pouco, as mãos tremem e as palavras demoram a sair intercaladas com sorrisos de timidez. Sinais de quem foi sem ter escolhido ir, sem deixar mágoas, sem deixar dor...
As lembranças felizes se fazem presentes quando penso nele, ele foi o único homem que jamais foi capaz de mencionar o nome de qualquer outra mulher diante de mim, sempre fui a menina frágil dele... Pena que já não somos mais os mesmos de antes. A vida quis assim e sabe-se lá o motivo... Talvez, no futuro eu entenda o porque desta partida.
"Um dia desse num desses encontros casuais talvez a gente se encontre talvez a gente encontre explicação..."
Essa música me foi apresentada pelo Fabinho, quando ouvi pela primeira vez, percebi que ele me observava muito mais do que me era perceptível aos meus olhos... Sinto falta da sua voz dizendo: " Conta pra mim o que te fez chorar, nunca mais quero te ver chorar..."
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Um amor verdadeiramente puro!

A coisa que mais quero é um amor verdadeiro e tranquilo.
Quero viver com meu coração em paz, segura do meu lugar... a única coisa que quero é, no homem que amo confiar.
Deixar de temer, desconfiar... Não dar espaço a dúvida, não me sentir pequena, nem sob algum risco.
Quero sentir a chama do amor queimando gostoso, espantando essa frieza e descrença de agora...
Quero me sentir amada o tempo todo, com ele perto ou longe.
Quero confiar nele sem temer.
Um amor como deve ser... verdadeiro, cheio de amor e companheirismo.
Ele a força, por ser o homem que luta sem esmorecer e saber me tratar como parte mais frágil.
Eu a voz doce, que aconselha e acalma; a mão macia que afaga
Não quero nenhum luxo, não quero nada que dinheiro algum possa comprar...
Quero nesta vida apenas, o doce queimar das chamas intensas de um grande amor.
Quero viver com meu coração em paz, segura do meu lugar... a única coisa que quero é, no homem que amo confiar.
Deixar de temer, desconfiar... Não dar espaço a dúvida, não me sentir pequena, nem sob algum risco.
Quero sentir a chama do amor queimando gostoso, espantando essa frieza e descrença de agora...
Quero me sentir amada o tempo todo, com ele perto ou longe.
Quero confiar nele sem temer.
Um amor como deve ser... verdadeiro, cheio de amor e companheirismo.
Ele a força, por ser o homem que luta sem esmorecer e saber me tratar como parte mais frágil.
Eu a voz doce, que aconselha e acalma; a mão macia que afaga
Não quero nenhum luxo, não quero nada que dinheiro algum possa comprar...
Quero nesta vida apenas, o doce queimar das chamas intensas de um grande amor.
A caminho da evolução...

Minha intenção aqui era contar meus passos no caminho da evolução...
Mudei meus caminhos e minhas vontades, como se algo mais forte que eu, me movesse em direção contrária a que pretendia seguir...
Muita coisa aconteceu, muita coisa mudou... coisas indizíveis que explicam o motivo da minha dor, angústia, solidão, complexos de inferioridade, medos e tantas outras opressões... Há muito tempo eu sofria, e ainda sofro.
Como é acordar pra realidade de um relacionamento antes tido como o maior dos meus sonhos, agora como o maior dos pesadelos, a decepção pungindo o peito, as lágrimas descendo pelo rosto...
E saber que não éramos nós, não era nosso querer nos machucar e sofrer... Talvez fosse pra ser assim, não fosse pra ficar de verdade e por mais tempo, é mais fácil seguir em frente e deixar-me com minha carga de dúvidas e problemas existenciais.
Meu solo não é infértil ou morto... estou sendo fortemente sacudida pelas intempéries, pelas ventanias, terremotos e vozes estranhas...
Saber que tanta coisa, tanta gente, chegou em minha vida por este caminho é estranhamente chocante. Como acordar abruptamente movido de um lugar a outro.
Revelador... inexplicável... fiquei assustada.
Sair de mim e ao mesmo tempo "ver-me" como meu carrasco, " ouvir minha própria voz" falando contra mim, falando de tudo que me fez sofrer até aqui...
Não consigo me entender, ninguém consegue, tenho relacionamentos caóticos e nenhum médico, nenhum exame fisiológico comprova nada. Sofro de um mal invisível... Preciso de muita Luz Violeta, preciso de transformação e evolução.
Mudei meus caminhos e minhas vontades, como se algo mais forte que eu, me movesse em direção contrária a que pretendia seguir...
Muita coisa aconteceu, muita coisa mudou... coisas indizíveis que explicam o motivo da minha dor, angústia, solidão, complexos de inferioridade, medos e tantas outras opressões... Há muito tempo eu sofria, e ainda sofro.
Como é acordar pra realidade de um relacionamento antes tido como o maior dos meus sonhos, agora como o maior dos pesadelos, a decepção pungindo o peito, as lágrimas descendo pelo rosto...
E saber que não éramos nós, não era nosso querer nos machucar e sofrer... Talvez fosse pra ser assim, não fosse pra ficar de verdade e por mais tempo, é mais fácil seguir em frente e deixar-me com minha carga de dúvidas e problemas existenciais.
Meu solo não é infértil ou morto... estou sendo fortemente sacudida pelas intempéries, pelas ventanias, terremotos e vozes estranhas...
Saber que tanta coisa, tanta gente, chegou em minha vida por este caminho é estranhamente chocante. Como acordar abruptamente movido de um lugar a outro.
Revelador... inexplicável... fiquei assustada.
Sair de mim e ao mesmo tempo "ver-me" como meu carrasco, " ouvir minha própria voz" falando contra mim, falando de tudo que me fez sofrer até aqui...
Não consigo me entender, ninguém consegue, tenho relacionamentos caóticos e nenhum médico, nenhum exame fisiológico comprova nada. Sofro de um mal invisível... Preciso de muita Luz Violeta, preciso de transformação e evolução.
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Atravessando o deserto...
Perdoar é caminhar através da dor, é se colocar no lugar do outro e superar a raiva, é se libertar do ódio e começar a viver melhor.
O perdão é uma doação que você faz a alguém, que talvez nem mereça. Mas, no fundo, é uma doação que você faz a si mesmo, porque é você quem se liberta (quem não perdoa paga um alto preço. A tensão emocional age como um inimigo da saúde, provocando: úlceras do estomago e intestinos; pressão alta; colite; problemas no coração; distúrbios mentais; doenças renais; dores de cabeça; diabetes; artrite e outras muitas. É preciso perdoar quem nos ofendeu.
Porém, devemos ter muita cautela, quem perdoa o tempo todo, sem parar, pode provocar um estado de humilhação prejudicial à sua auto-estima. Antes de mais nada, qualquer pessoa tem que se respeitar como ser humano. Existem coisas que são imperdoáveis e elas são diferentes para cada pessoa. É preciso respeitar esses limites.
....................
Eu o perdoei por incontáveis vezes por amor, por acreditar nele, sacrifiquei-me para vivermos longe do erro, livres do passado. Passado este, trazido por ele, que machuca e aniquila o presente e anula as possibilidades de futuro.
A constante necessidade de perdoá-lo gerou em mim uma humilhação, um sentimento auto depreciativo, que fere meus princípios mais fortes, todo ser humano tem seus limites. E para mim, que prezo o amor acima de qualquer outra coisa, ver meu sentimento e empenho serem tratados com descaso e levianamente, fere-me no mais íntimo do meu ser.
Creio que perdoar é a atitude de não mais olhar para o erro, não mais viver sob a sombra do passado, é não mais julgar seu ofensor... porém não é deixar de estar triste, afinal também sou um ser humano e também tenho minhas limitações.
O perdão verdadeiro libera o ofendido da mágoa. O ofensor fica com seu karma.(perdão não é absolvição).
Porém, devemos ter muita cautela, quem perdoa o tempo todo, sem parar, pode provocar um estado de humilhação prejudicial à sua auto-estima. Antes de mais nada, qualquer pessoa tem que se respeitar como ser humano. Existem coisas que são imperdoáveis e elas são diferentes para cada pessoa. É preciso respeitar esses limites.
Eu o perdoei por incontáveis vezes por amor, por acreditar nele, sacrifiquei-me para vivermos longe do erro, livres do passado. Passado este, trazido por ele, que machuca e aniquila o presente e anula as possibilidades de futuro.
A constante necessidade de perdoá-lo gerou em mim uma humilhação, um sentimento auto depreciativo, que fere meus princípios mais fortes, todo ser humano tem seus limites. E para mim, que prezo o amor acima de qualquer outra coisa, ver meu sentimento e empenho serem tratados com descaso e levianamente, fere-me no mais íntimo do meu ser.
Creio que perdoar é a atitude de não mais olhar para o erro, não mais viver sob a sombra do passado, é não mais julgar seu ofensor... porém não é deixar de estar triste, afinal também sou um ser humano e também tenho minhas limitações.
O perdão verdadeiro libera o ofendido da mágoa. O ofensor fica com seu karma.(perdão não é absolvição).
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