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sábado, 28 de setembro de 2013

Solidão

Caminho por entre espinhos, em cada andar.
Perco-me por entre passos curtos porém largos
Olho para o lado... Longe na distância que separa
A realidade ilusória construída por fragmentos de dor
E pedaços de sentimentos contraditórios.

Atravesso a tempestade de forma lenta e passiva
Meus olhos sangram ao enxergar,
O que não pode ser visto.
Perco os sentidos e a vida não mais é sentida,
Ela é expressa somente no instante vivido.

Dois caminhos se cruzam,
Duas estradas e um só pensamento,
A dúvida corrompe o caminhar,
Levando ao extremo da insanidade.

O que fazer se não há nada a ser feito?
O que mudar se a escolha não decide?
Esperar... Acordar... Continuar a caminhar...


Somos anjos de uma asa só.
Precisamos nos abraçar para alçar vôo.


Ao som de: Hate This And I'll Love You -  Muse

Mitomania

Dizer a verdade é um sofrimento para quem tem mitomania, doença definida como uma forma de desequilíbrio psíquico caracterizado essencialmente por declarações mentirosas vistas pelos que sofrem do mal como realidade.

É um distúrbio de comportamento e conduta que pode ser sério e pode estar associado a casos de depressão, transtorno de personalidade e que em alguns casos podem levar até ao suicídio.

Uma das grandes diferenças do mentiroso(a) esporádico ou “tradicional” para o mitômano, é que no primeiro caso o individuo não tem resistência em admitir a verdade, enquanto o portador da compulsão por mentir usa a mentira em proveito próprio ou prejuízo de outro de forma imoral sem sentir a necessidade de desfazer o engano.

As inverdades dos mitomaníacos estão relacionadas a assuntos específicos, podem ser ampliadas e atingir outros assuntos em casos considerados mais graves.

Os mitômanos não possuem consciência plena de suas palavras, os mesmos acabam por iludir os outros em histórias de fins únicos e práticos, com o intuito de suprirem aquilo de que falta em suas vidas.

É considerado um transtorno grave, necessitando o portador dela de grande atenção por parte dos amigos e familiares.

Para os mitômanos, dizer a verdade é um sofrimento. Eles contam histórias e ao mesmo tempo acreditam nelas como forma de consolo. A mentira nesse caso é somente um meio para outros fins.

O mitômano sabe no fundo que o que ele diz não é totalmente verdadeiro. Neste caso a pessoa prefere acreditar em sua realidade mais que na realidade exterior. Tem a necessidade de contar essa historia para se sentir tranqüilizado e de acordo consigo mesmo.

Essa doença é definida como uma forma de desequilíbrio psíquico caracterizado por declarações mentirosas.

Esse distúrbio tem sua origem na supervalorização de suas crenças em função da angustia, TOC, depressão e pós-depressão.

A manifestação da mitomania deve-se a profunda necessidade de apreço ou atenção.

A maioria dos casos ao serem expostos, tornam-se vergonhosos. É extremamente raro mitômanos que buscam ajuda por vontade própria, pois eles não vêem que estão sofrendo de um mal.

A ajuda dos familiares e amigos se tornam extremamente importante na vida do individuo que sofre da doença, já que eles que irão indicar os pontos e erros.

Sem o apoio e após a exclusão do grupo que freqüentava o individuo acaba vivenciando uma situação sem saída e não consegue ver aquilo que ama e deseja.

O mitômano poderá apresentar sintomas de solidão e profunda melancolia. Aconselha-se que as pessoas que o rodeiam ajudem nesse processo, pois caso contrário o mitomaníaco acaba optando pelo desejo de morte.

A cura do individuo reside principalmente da conversa clara com aqueles que o rodeiam, expondo a sua vontade de melhora.

O tratamento baseia-se do apoio familiar, acompanhamento psicoterapêutico e tratamento psiquiátrico.


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