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domingo, 3 de fevereiro de 2013

O "grande jogo das indiretas"

Eu sou uma tagarela incondicional... Gosto de falar, gesticular e ser o centro das atenções. Mas, às vezes, a única solução visível é calar-se... Silenciar tanto as dores quanto a esperança. Pois mesmo a tagarela que sou, sabe que não adianta gritar por socorro quando todos estão surdos

Sou doente, nada mais, nada menos. Não escolhi ser assim e meus sintomas clínicos e psiquiátricos não podem ser tratados meramente como um "jogo de indiretas". Meus sintomas me doem, me fazem sofrer e sangrar e ainda que o TPB agora seja um fantasma mais conhecido e mais controlado, ainda que ele tenha se tornado "apenas" um traço, eu ainda sou uma criatura com necessidades especiais

A mesma criatura que vem sendo negligenciada desde a infância, a adolescência... mas já não adianta remoer o passado, nada acontece, nada muda... Os responsáveis pelo meu cárcere emocional se premiaram com a auto absolvição, não há consciência, nem remorso... nada! Eles acreditam ter agido da maneira correta. Já falei disso aqui antes, e antes e antes... O passado não muda e infelizmente, o presente o tem imitado. 

Eu sou apenas uma jogadora veterana no hall das indiretas... Eu estou tão cansada que resolvi silenciar, engolir o amargo da vida e aceitar que certas pessoas não mudam, que o mal predomina em muitas pessoas e que poucos são os seres humanos capazes de entender alguém extremamente sensível e assustado. 

Minha criança interior, negligenciada e amedrontada não consegue confiar em ninguém...

Vou manter meu silêncio, ele é a voz da minha desesperança e da minha total incredulidade em dias com pessoas melhores. O que são pessoas melhores? O que são pessoas boas? Até quando elas permanecem "boas"? Por quais razões?




"Escuridão já vi pior 
De endoidecer gente sã 
Espera que o sol já vem... 
Tem gente que está 
Do mesmo lado que você 
Mas deveria estar do lado de lá 
Tem gente que machuca os outros 
Tem gente que não sabe amar... 
Tem gente enganando a gente 
Veja nossa vida como está 
Mas eu sei que um dia
A gente aprende 
Se você quiser alguém 
Em quem confiar 
Confie em si mesmo... 
Quem acredita Sempre alcança..."

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Vazio

Meu humor oscila, minhas idéias oscilam, meus sentimentos oscilam, minha paciência oscila. A única coisa permanente é o vazio.



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Vazio e abandono



Não há nada que eu possa fazer, 
Minha necessidade é sabida, mas não há nada que eu possa fazer.
Não posso enfrentar meu maior temor de uma hora pra outra assim...
Estou com medo, estou sozinha e nada que faça ou diga faz com que entendam que eu simplesmente não posso ainda, eu não consigo...

Estou na corda bamba, no campo minado, no vazio, na escuridão. O corpo físico já externa o resultado das seguidas investidas do plano mental e emocional contra mim, eu respiro fundo, finjo um sorriso, suspiro e os lábios dizem que está tudo bem enquanto a alma grita pelas janelas dos olhos por socorro, mas ninguém vê. Insônia, dores de cabeça, pontadas agudas no peito, ataques súbitos de raiva, ondas de terror, calafrios, alucinações, diarreia, tremores, falta de apetite, falta de ânimo são apenas alguns exemplos do caos que vivo aqui dentro. 

As ondas estão batendo violentamente nos rochedos e ninguém pode pará-las.

Socorro eu grito em vão. 
As pessoas lá de fora tentam me convencer com argumentos e fatos que tudo que eu sinto é desmedido, errado e desproporcional, elas me fazem sentir pior do que eu já me acho. 
Estou vivendo o caos.

As ondas estão batendo violentamente nos rochedos e ninguém pode pará-las. 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Terror de Amar...

Terror de te amar num lugar tão frágil como o mundo
Medo de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa

Onde as palavras, por ti já ditas, me dilaceram alma, mente e coração
Me atormenta sentir tudo que eu sinto...
Sinto o medo
Sinto medo de tudo, me sinto menor que todos
O medo povoa minha mente, habita meu ser e me aniquila...
Tenho medo...
Medo de te amar e me enganar
Medo de me ferir e te machucar
Tenho medo de te amar neste lugar de imperfeição 
Onde tudo me fere e diminui, onde a todo instante vivo o medo de ser deixada
Sinto medo e já não posso mais falar, 
Pois tu já se cansas do meu pesar
Minha dor, hoje, emudeci pra cumprir a promessa que te fiz...


Desde a minha infância fui prisioneira do silêncio. Minha família nunca tinha tempo pra me ouvir ou simplesmente tratava por "besteiras" as minhas necessidades. Sempre tratavam meu modo de ver as coisas como um grande ciclo cansativo e interminável de conversas que não levavam a lugar nenhum, um tribunal onde todos eram culpados e eu inocente, mas não era bem isso que queria dizer, eu só precisava expor minhas dores, minha amargura e ninguém nunca pôde ou nunca quis verdadeiramente me ajudar. Então, cansada de ser mal compreendida, com medo de cansar a todos e acabar sozinha, com medo de ser deixada, desprezada eu me calava, engolia o fel dia após dia em silêncio, fingia ser o que jamais poderia ser, fingia ser "normal". Me esforçava a viver do modo que eles, que todas as pessoas que entraram na minha vida, achavam normal, tolerável e aceitável... mas apesar do imenso  esforço eu sempre fracassava, sou borderline, não sou normal e continuo gritando em silêncio por socorro.

Sofro em silêncio e em uma cantiga muda me encolho em seus braços, retendo lágrimas.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Definitivo

O que sentir se não conhece o sentimento que está a incomodar?


Definitivo, como tudo o que é simples. 
Nossa dor não advém das coisas vividas, 
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. 
 

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos 
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções 
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado 
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter 
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que 
gostaríamos de ter compartilhado, 
e não compartilhamos. 
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. 

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas 
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um 
amigo, para nadar, para namorar. 

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os 
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas 
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. 

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. 

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo 
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, 
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 

Por que sofremos tanto por amor? 
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma 
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez 
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. 

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um 
verso: 

Se iludindo menos e vivendo mais!!! 
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida 
 
está no amor que não damos, nas forças que não usamos, 
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do 
sofrimento,perdemos também a felicidade. 

A dor é inevitável. 
O sofrimento é opcional...

terça-feira, 16 de outubro de 2007

A verdadeira morte é o esquecimento...


Não sei com precisão quando este assombro invadiu minha alma, não saberia datar a minha morte... Apenas vejo-me como agora, sozinha, amargurada e destituída de sonhos. Aconteceu lentamente e pouco a pouco minha força vital foi se esvaindo. Perdi os sonhos, perdi a confiança, perdi a esperança, perdi o amor... Não por deixar de acreditar nele, mas sim, por ver alguém, transformando em terra todas as estrelas que eu coloquei nas suas mãos. Todas as mais belas imagens desenhadas em papel-seda foram borradas, rasgadas... jogadas ao ar e a própria sorte... As mais belas imagens em papel tão frágil, o mais forte amor em um coração tão sensível... Não poderiam resistir por mais tempo, suportaram bravamente a dor até que expiraram com lágrimas pela batalha travada sem que se quisesse, batalha travada e perdida.

E eu... Eu me vejo morte emocionalmente, decepcionada com o que um dia foi meu maior desejo e minha maior inspiração. Você não mediu suas palavras, não mediu a consequência dos seus atos, apenas agiu despreocupadamente...
Você não cuidou bem do que tinha, me encheu de traumas, medos, incertezas... Adoeci em meio a tantas dores e decepções... deixei de sorrir, deixei de fazer planos pro futuro, deixei de confiar em ti, deixei de esperar o melhor, deixei de me sentir segura ao teu lado... foram tantas coisas deixadas, tantas coisas que foram ficando pra trás em consequência das terríveis dores que me provocaste, que na verdade, eu perdi meus sonhos...
E um ser humano que deixa de sonhar, que deixa de acreditar em seus sonhos, nada mais é que um ser humano morto...
Eu não sei datar quando aconteceu a minha morte, mas eu sei dizer o que me matou.
Meu amor envenenado por alguém agoísta,
A transformação de um sentimento belo num calvário para mim
A negação a minha singularidade
Meus sonhos sufocados
Que me fez chorar tantas vezes por nada ser além de um ser híbrido, fruto dos seus pensamentos e palavras, misturando o ontem ao hoje e destruindo o amanhã.

Não quero ser consolada, não quero promessas, não quero que sintas pena de mim, não quero sua bondade... Na verdade não quero mais nada de você, porque a única coisa que eu sempre quis, você nunca conseguiu me dar, e isso era respeito. Respeito a minha vida, ao meu amor, a minha dedicação, a minha singularidade, a minha companhia. E sem respeito, sinceramente te digo, não há mais nada que você possa fazer pra permanecer aqui, ao meu lado. Vá! É tempo de partir!

Creio que ninguém pode dar aquilo que não tem. Você nunca soube o que era respeito, você nunca deu nem recebeu respeito de ninguém... você simplesmente é destituído de respeito, bom senso, bons modos e boa educação.


Você me deu aquilo que você tinha e conhecia bem... desrespeito, imaturidade, acomodação, falta de vergonha e nenhum senso de certo e errado... ou seja, você me encheu do seu vazio.

Eu quero a minha vida de volta. Vou restituir-me de tudo que eu tinha e era antes de ser esvaziada por você. Vou me refazer e desfazer todo o mal que você causou em minha vida.

No dia que eu voltar a sonhar com certeza serei feliz. Pois minha alma é alma de criança. Preciso cantar canções de esperança, preciso sonhar sonhos de criança, preciso sorrir pra todos e por nada, sonhar acordada a beira-mar sentindo minha força crescer a cada onda ruidosa na areia.

Um ser humano com sonhos e fé pra acreditar neles é a vida como um rio correndo pro mar.
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