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terça-feira, 22 de maio de 2012

Canja de Galinha não faz mal a ninguém.

Estou aprendendo a ser mais calada, me envolver menos com as pessoas, me entregar com reservas e manter o pé atrás, e não está sendo ruim, muito pelo contrário. Continuo sendo extrovertida, brincalhona quando estou com " a galera", mas em certas situações e na presença de certas pessoas, o lance agora é me resguardar. Nos trabalhos em grupo, nas aulas com pessoas imbecis ou no trabalho, a palavra de ordem tem sido silenciar e observar mais, bem mais. 

Mas como tudo tem um começo e um porque, tomar esta decisão não poderia ter sido diferente. Tudo começou quando um filho da puta, em tom amistoso e sorriso estampado no rosto me pediu um favor, que de início parecia inofensivo o que eu não esperava era que, de alguma forma, isso chegasse ao conhecimento da chefia do trabalho e me renderia uma pergunta maliciosa e uma liçãozinha patética de moral, vinda de quem faz o que eu fiz com maestria e anos no posto, mas deixa estar... O bom é que fica a lição.

Quanto ao traíra filho da puta, ele ainda anda tentando se chegar, fingir que nada aconteceu, ser meu amiguinho e eu fico na minha, em momento nenhum eu cheguei nele pra interrogar ou questionar como a ajuda que ele me pediu chegou ao conhecimento da chefia, não perguntei nada porque não curto dar moral pra macaco que quer aparecer, continuo fazendo meu trabalho e mantendo distância das rodinhas de disse-me-disse. Prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

Estou dando meu boi pra não brigar, mas sou capaz de dar uma boiada inteira pra não perder a  briga. Estou na minha, eles que não me provoquem!

domingo, 6 de maio de 2012

Peso nas costas...

É muito angustiante e desesperador para mim sentir um cansaço irremediável, um espinho cravado no meu pé que não posso arrancar, simplesmente porque não depende de mim. É terrível sentir um cansaço não-físico mas, que acaba repercutindo no meu corpo quando sinto o sono do desânimo e da depressão, por ter que pagar por algo que foi escolhido por outras pessoas há quase uma década atrás... E agora, resta a mim, conviver com isto dia após dia, fazendo uma força maldita pra não explodir e dizer (mais uma vez) tudo que eu penso.Dessa vez a terapia tem sua importância, foi orientação da minha terapeuta não me envolver e não tentar resolver os problemas dos outros, não me sentir responsável por isso e tão pouco assumir pra mim a necessidade (ou obrigação?) de fazer alguém dar certo... Isso não é problema meu, eu preciso repetir este mantra:" o problema não é meu" e só faz parte de mim enquanto eu aceitar, permitir e quiser. 


sábado, 18 de fevereiro de 2012

Sonho inútil, à esperança sem vestígios.



" Será que tudo nessa vida é um precipício que nos faz chorar? 
Salto para um rio de lágrimas."


Sou uma sinfonia de dor manchada de sangue, de todos os sonhos que eu tinha embrulhados em papel de seda dos sonhos, tudo se tornou cinza e frio... O vazio me cerca e me apavora. Já não tenho mais a ingenuidade pra acreditar num futuro melhor, tomei meu fardo e em silêncio me coloquei na estrada, emudecida de sons articulados, sendo atormentada pelos gritos e gemidos dos meus pensamentos.
Acreditei em ti, de tanto que acreditei me lancei às brumas da ilusão e caí, me despedacei... Talvez seja nebuloso demais pra qualquer ser entender o que se passa aqui dentro entre calmarias e tempestades violentas... Sinto o desânimo corroendo meus ossos feito câncer, sinto minhas verdades se esmaecendo diante dos meus olhos, sinto meus sonhos virando pó... 


Em meus mais belos sonhos de amor, segui rumo ao impossível dos homens, voei na direção dos astros do céu, contrariei minhas certezas, mergulhei no escuro... Trouxe pra ti embalado em papel-seda-dos-sonhos as mais brilhantes e luminosas estrelas do céu e depositei-as em tuas mãos... mãos reais, desprovidas da energia dos sonhadores, transformaram estrelas em areia... sombras de sonhos, cacos de ilusão.

Meu céu não te foi o bastante, todas as minhas mais puras verdades te soaram como mentiras. Meu amor, fraca chama, que não te levou a cuidar de mim, me proteger, me fazer sentir única. E logo eu, que só queria te fazer feliz, te dar asas, te guiar por terras distantes e desconhecidas, vestir você de alegria, despir-te de seus medos... 


Te dei tudo que havia de mais belo em meu mundo, te dei versos, rimas, prosa, sonhos infantis, sorrisos, emoção... meu coração. Eu quis te dar tudo, quis te mostrar tudo, queria que fosse diferente, forte e especial... Me lancei às brumas, joguei tudo aos ares só pra te seguir; Já não temia a escuridão, pois tua mão era meu guia e teu sorriso minha luz. 


Mas não importa o quanto entusiasta eu seja, sempre hei de sofrer, minha maldição é ter em meu peito este coração que insiste em bater, que se entrega por inteiro e morre aos poucos. 


Tu, ao contrário de mim, não segurou na cauda dos cometas, não se encantou com o brilho das estrelas, nem ouviu a melodia do mar, por isso não bailou... O que tu queres é apenas um laço com a realidade, com toda essa lógica fria, sinistra e desumana, desprovida da energia dos sonhos e das doces ilusões; Precisas me ferir no âmago, precisas tocar minhas feridas e fazê-las sangrar. Não bastaram os pedidos suplicantes para que compreendesses minhas fraquezas e limitações, meus olhos tiveram que ver a terrível realidade que eu não suporto. Não espera uma foto daquelas no meio das suas coisas... outra mulher, nua... E você dizendo que era apenas eu que te provocava os instintos mais sacanas. Tu me transformou numa qualquer, numa vadia sem amor próprio, como ela sempre foi. Suas mentiras e desculpas esfarrapadas sempre doeram e ainda doem...


As incontidas lágrimas doídas, inundam meu ser, encharcam minha camisa, e causam uma dor profunda e terrível no meu coração, e este choro abafado, doendo no fundo da alma é o reflexo do terremoto que me assolou... O que hei de ser? Uma sonhadora solitária, resto e cinzas de sonhos, a criança má que em vão espera seu presente de Natal... 


O sonho foi reduzido a desesperança, a magia manchada de preto... Mas eu seguirei, ainda que soluçante com meu coração livre de culpa... eu jamais deixei de confiar em ti; Jamais tive dúvidas, olhando nos seus olhos, se me querias bem ou mal. E graças a Deus por não ter sido eu a primeira a pincelar com tinta preta o que somos, o que poderíamos ser... 


Eis meu mal: amar demais as pessoas, dar-lhes meu céu pra voarem livremente, fazê-las escalar a mais alta montanha só pra que fique bem claro que são importantes e únicas. Eu sonho muito, fantasio muito a vida, me empolgo, me entrego demais... Preciso aprender a pisar com os dois pés no chão, preciso aprender a ser mais fria, preciso aprender a controlar minha emoção... e bem sei que prefiro a morte que viver maquinalmente! 


Recolho meus cacos... os cacos de um coração partido, sento neste trecho da estrada com os cotovelos sobre os joelhos e com o queixo nas mãos... penso que de nada vale a vida quando os sonhos são desfeitos, quando no lugar da fantasia fica a decepção... 


Por ora, sou apenas isso... lágrimas, soluços, desilusão e dor. Só em pensar no quanto você demorou pra aparecer em minha vida e ver as coisas tomando esse rumo, as lágrimas doem-me tanto que parecem minh'alma rasgando meu corpo numa fuga desesperada.


Minha única opção é aceitar o fardo que a vida me impôs com resignação, esperando um alívio (talvez), entendendo que minha cura não pode vir de fora (e por enquanto, nem de dentro). Já não acredito mais em nada, não mais nada para acreditar...



"Tenho que escolher o que detesto — ou o sonho, que a minha inteligência odeia, ou a ação, que a minha sensibilidade repugna; ou a ação, para que não nasci, ou o sonho, para que ninguém nasceu. Resulta que, como detesto ambos, não escolho nenhum; mas, como hei de, em certa ocasião, ou sonhar ou agir, misturo uma coisa com outra.
Pedi tão pouco à vida e esse mesmo pouco a vida me negou. Uma réstia de parte do sol, um campo, um bocado de sossego com um bocado de pão, não me pesar muito o conhecer que existo, e não exigir nada dos outros nem exigirem eles nada de mim. Isto mesmo me foi negado, como quem nega a esmola não por falta de boa alma, mas para não ter que desabotoar o casaco." Fernando Pessoa - o Livro do Desassossego



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Eu sou uma idiota!



Desabafo de quem se sente injustiçada.
Pra mim é "engraçado" pra não utilizar palavras mais hostis que uma pessoa me diga que eu sou tão única, importante e esperada e que só tenha a me oferecer o resto já experimentado por outras antes de mim. Deve ser porque sou "maluca" que penso assim, mas pra uma "louca" como eu, quem é especial merece cuidados e espaços que jamais foram adentrados por nenhuma outra, ainda mais quando tratam esse outro de "qualquer coisa ruim sem importância", ou isso é conversa pra boi dormir, ou a pessoa tenta esconder que já amou igualzinho antes (e talvez até mais) do que te ama agora ou talvez eu seja uma idiota. Acho que é tudo isso, não nessa mesma ordem... A ideia de ser convidada a passar um Natal com a família do meu namorado, por exemplo, era uma coisa legal que me fazia sentir valorada, um passo adiante e tal, mas o que pensar depois de saber que a "sem importância" já esteve lá antes? E o que ela era mesmo hein?! A "doce dama"  namorada?! Não! Pelo que eu me lembre (porque ele mesmo sempre fez questão de falar dessa vagabunda),  ela não passava de uma qualquer, uma vadia, uma puta passista de uma escola de samba do subúrbio carioca, localizada aos pés de uma favela e com "cheiro" de suor e perfume barato. 

Mas ela foi a primeira dama a adentrar num espaço que para os loucos como eu, devem ser preservados pras pessoas especiais (a não ser que você considere especial alguém que dança frenética e primitivamente movida por seus instintos mais carnais e mau cheirosos, semi nua na frente de uma centena de esfomeados miseráveis, e não falo de gente subnutrida só de vitaminas e sais minerais não, "gente" mal nutrida de tudo que configura o mínimo pra uma pessoa estar pelo menos um passo acima da linha da mediocridade). Sim, a primeira a ter as ditas "honras da casa" não fui eu, foi essa vadia. Mas acredito que os homens curtem mesmo é uma boa baixaria, esse mesmo príncipe encantado ridicularizou  minha participação num sarau de poesia, coisa que eu costumava fazer, e essa atitude me inibiu qualquer tentativa de convite ou algo do tipo, mas esse mesmo ser, que se rotula inteligente, com bom gosto musical e vários outros mimimis não pensou duas vezes pra entrar sabe onde? Lá mesmo, lá na quadra de escola de samba onde bunda é poesia e cerveja barata e suor são prosa. Quer saber? Não adianta oferecer manjar dos deuses aos porcos se eles estão acostumados com lavagem mesmo... e se vierem a comer um manjar por algum acaso, provavelmente irão comer do manjar procurando aquele gostinho estragado da lavagem... Os porcos são assim. Eu não posso mudar-lhes a natureza.

Mas pra finalizar ainda tem mais uma. Um local onde a gente clama por ajuda Divina, um lugar que a gente considere sagrado, um refúgio, um local que nos dá refrigério sempre é compartilhado como um tesouro e não dividimos tesouros com qualquer indigno. Eu não gosto de igrejas de crentes e tão pouco de crentes, e não escondo isso de ninguém, toda aquela alienação e recusa a ciência me dão nos nervos, mas mesmo assim, se é sagrado pra alguém que amo eu respeito, e sinceramente adoraria ser convidada pra estar neste lugar, não pelo que ele oferece mas sim pelo que ele significa pra pessoa que está ao meu lado. Mas adivinhe só quem foi convidada?! Claro! Mais uma vez, eu fiquei de fora e quem foi convidada a entrar neste local sagrado pra ele foi ela, a vagabunda da escola de samba ou outra vadia qualquer da mesma extirpe, enquanto eu fui convidada pra curtir o "sagrado" num estádio de futebol pra ser desrespeitada pelos amiguinhos dele que se referiam a ele como "o cara" porque estava me pegando. Esse é o sagrado que ele oferece pra mim que sou especial, um estádio de futebol, a torcida do Flamengo e o local realmente sagrado ele oferece pras vadias fedorentas... Enquanto que, para os meus locais de busca pelo sagrado, ele vai porque é convidado, não por mim como também por meus amigos. Seja no kardecismo ou no movimento hare krishna ele sempre tem a certeza de ser bem vindo, até mesmo em casa, quando medito, escuto mantras e etc... Ele se esquece do "sagrado" que me ofereceu na forma de manto-sagrado-pano-de-chão-da-mulambada e certamente gosta de se sentir bem vindo nos locais onde habita o meu sagrado. Bem, disso eu só posso acreditar que ele era inocente o bastante pra acreditar que ao entrar na igreja aquela vadia fedorenta fosse expelir todas as pombas-giras dela e se tornar uma mocinha de Jesus (e nessa parte eu já estou rindo de deboche**)




Ele realmente me ama ou está se vingando da vida e das vezes que foi traído?! E eu... eu realmente quero esse lixo todo pra minha vida?!

Sinceramente, não sei no que ele se baseia pra fazer coisas assim, essas e muitas outras. Porque inclusive ele já me colocou pra fora da casa dele na base da porrada, me arremessando pro corredor feito uma cachorra enquanto que, a passista fedorenta entrava no prédio sem nem interfonar, batia na porta da casa do cornão e ele abria sorridente apesar do peso do chifre, sua falta de vergonha na cara era tanta que ainda assim ele abria a porta com a esperança de sei lá o que. Homem otário assim deve gostar mesmo é de sentir o cheiro da porra de outro no meio das pernas da "mulher dele". 


E eu que sou maluca ainda me aborreço com essa gente suja, enquanto que eu deveria apenas mandá-los pro inferno ou pra casa do caralho!
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