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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O primeiro passo.

Daqui a pouco irei pela primeira vez no psiquiatra, depois de muito tempo empurrando essa situação com a barriga, ora por sentir medo, outrora por não ter ânimo e não acreditar numa cura possível. Volto a pensar em tratamento depois de já ter iniciado psicoterapia e abandonado, porque na época a psicóloga falou algo que me fez sentir em segundo plano, me ofendeu, daí nunca mais voltei lá.
 Estou com a cabeça a mil, pensamentos emaranhados e o coração batendo acelerado e fora de um ritmo constante. Ansiedade, medo, pessimismo e otimismo... Me sinto bailando na corda bamba.

Existe uma cura para o Transtorno de Personalidade Borderline? TPB pode ser curado? A palavra “cura” é relevante?

Recuperar-se do TPB é um processo longo de questões a desembaraçar, de ideias distorcidas, pensamentos, reações e percepções errôneas. É uma questão de escolhas que foram feitas em uma idade muito jovem como resultado da dor sentida, das necessidades não satisfeitas, das ameaças  físicos e / ou emocionais ou trauma. É preciso aprender a compreender como você faz escolhas, e isso irá permitir-lhe em seguida, tomar a responsabilidade para si, suas escolhas e suas ações não importando qual o motivo que você percebe como a causa deles. Esta é a pedra fundamental para a cura do TPB, simplesmente – RESPONSABILIDADE PESSOAL.

Recuperar-se do TPB (ou não) é uma escolha. Para a maioria dos limítrofes, a questão que precisa ser trabalhada são numerosas, entrelaçadas e interconectadas. Este problema pode não ter todos a mesma causa. Portanto a melhor maneira de se curar do TPB é adaptar-se a uma abordagem eclética. Encontre o que funciona para você, o que tem significado para você e permita-se continuar a desafiar a sua dor e percepções.

TBP não pode ser curado com uma pílula. TBP não pode ser curado pela terapia sozinha. TBP é superar ou se render aos acontecimentos em seu passado, é quando a pessoa amadurece emocionalmente ao ponto de encontrar as suas próprias necessidades, tendo o cuidado de si mesmo, possuindo a responsabilidade pessoal e finalmente ser capaz de nutrir e acalmar a si mesmo.


É hora de dar o primeiro passo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Apenas um vaga-lume na escuridão...

Hoje foi um dia proveitoso, depois de verdadeiras tempestades emocionais com altas descargas de conflitos e mágoas em relação aos meus pais, que já residem em mim há mais de uma década, hoje foi um dia pra encontrar uma luzinha no fim do túnel. Encontrei alguns artigos científicos que abordam o transtorno borderline e, nas referências bibliográficas encontrei alguns livros que desejo ler.


  • Borderline - Mauro Hegenberg e Flávio Carvalho.
  • Vencendo o Transtorno da Personalidade Borderline: Com a Terapia Cognitivo-comportamental - Marsha Linehan.


E ainda tomei conhecimento da existência de grandes estudiosos do transtorno borderline no Brasil:


  • Doutor  Erlei Sassi 
  • Mauro Hegenberg


"Os borderliners melhoram com a idade”, afirma o psicanalista Mauro Hegenberg, autor do livro Borderline.
O psiquiatra que de baseia apenas nos sintomas incluídos no DSM pode errar”, diz. “É comum confundirem a doença com o transtorno bipolar, por exemplo”. Além do diagnóstico difícil, os médicos precisam saber lidar com os pacientes. “É um atendimento que demanda muita energia”, observa Hegenberg. “Você tem que deixar o celular ligado e estar à disposição 24 horas por dia. Já atendi a muitos telefonemas de pacientes que estavam à beira de um suicídio”
Quando perguntado porque ter decidido se especializar  num transtorno tão complexo, ele responde:  “O borderliner é muito cativante”, explica Hegenberg. “São pessoas interessantes, inteligentes, cheias de vida e com uma personalidade extremamente sedutora”. 
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