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domingo, 13 de outubro de 2013

48 horas.

É difícil sentar aqui e desabafar, é difícil organizar tantos pensamentos, tantas emoções e tantos sentimentos pungentes e contraditórios. Tenho me esforçado pra me manter de pé depois do furacão pelo qual eu passei. E eu sei que preciso falar deste furacão para sentir-me em paz comigo mesmo, pra aliviar a pressão aqui de dentro, viver o luto, enterrar uma quimera... Eu vou precisar escrever um post longo falando de como uma amizade border x border de quase três anos, tornou-se uma paixão arrebatadora em menos de um mês de conversa via skype, como essa paixão resistiu a dois meses de virtualidade e depois disto atravessou o oceano no trajeto Portugal x Rio de Janeiro e o seu desfecho trágico, além da sobrevida que ainda existe para este sentimento; Um fim de existência lento e agonizante ou uma “atuação borderline”? Será que estou onde devo estar? Onde quero estar?  Será que hei de permanecer aqui? O que o futuro me reserva? O que eu ainda preciso enfrentar do passado? Além do TPB, a mitomania, além das duas doenças, a minha eterna indecisão, instabilidade, medo e ansiedade... Há dois dias não procuro o H (“o outro border”), são 48 horas que se parecem uma eternidade... Abstinência? Saudade? Vazio? Obsessão? Mudança de hábito? Quebra de rotina? Amor? Loucura? Sinceramente não sei... A cabeça anda lenta demais pra processar qualquer coisa e o mau humor está instalado na máxima potência. Hoje eu saí de casa pra dar uma volta, comprar um livro (mais um!), comprar ingresso para o show do Aerosmith e comer, mas como era feriado, todos os lugares estavam lotados e eu consegui arrumar confusão com toda gente, principalmente um homem que estava no Banco do Brasil demorando uma eternidade no caixa eletrônico e que teve a infeliz ideia de me dar uma cantada e saiu escorraçado de lá... Acreditem, eu ameacei “meter a porrada” no sujeito!

É, pois é... tem sido dias bastante intensos...

Ah... O livro que eu comprei dessa vez foi o "Como eu era antes de você".
Estranha coincidência, não?!




domingo, 16 de dezembro de 2012

Vai pro inferno sogrinha. E leva um vibrador junto!!!

Sabe... é o cúmulo do absurdo ter que aturar histeria de sogra mal amada. Ter que aturar a megera fuçando sei lá onde pra descobrir o meu endereço e mandar uma surpresa de mal gosto na minha porta bem no aniversário do meu marido, às onze horas da noite. Ter que ouvir um monte de abobrinhas de uma velha fútil que parece estar falando de um menino virgem de 14 anos e não de um homem feito de 30. É muita perturbação! Daí resolvi mandar meu último recado pra ela via e-mail, porque não pretendo perder meu tempo com quem já perdeu tudo na vida. Essa é pra você H*******

"Respeito é bom e eu gosto. Você decidiu colocar seu filho pra fora de casa trocando a fechadura covardemente enquanto ele estava viajando, desde então ele não quer mais saber de você. A escolha foi sua, o problema é todo seu. O que eu tenho a ver com isso?! Tenha um pouco de bom senso e se olhe no espelho. 

Você diz que estou cegando o seu filho. Você tem certeza disso?! Cego ele era na época que vivia sob seu domínio, acordando as dez da manhã e ficando na internet o dia todo sem fazer nada, além de ser seu garoto de serviços. Você o alienava num mundinho doente criado por você. 

Comigo, ele aprendeu o que é ser homem, o que é ser responsável, o que é ser maduro, o que é ter opinião, o que é lutar pelos sonhos, o que é trabalho, o que é vida!

Nota-se claramente que você tem uma necessidade imensa de atenção e de perturbar a paz dos outros. Não me interessa saber que métodos escusos você utilizou pra obter o endereço no qual eu vivo feliz e em muita paz com o meu marido, a única coisa que me interessa é saber que a porta desta mesma casa nunca se abrirá para você ou para qualquer pessoa por você enviada.

Não me impressiona que uma velha fútil e solitária como você não saiba o que é respeito à privacidade e às escolhas das outras pessoas. Tudo que você faz na vida é se esconder dentro de uma igreja pra manter uma mentira viva pra você mesma, a mentira de que você é perfeita e quer o bem de todos. Mas a realidade diz outra coisa. Quantas pessoas você tem ao seu lado que você pode dizer que realmente te amam? Quantas pessoas fariam qualquer coisa por você? 

Continue sua vidinha fútil e vazia de igreja e salão de beleza e nos deixe em paz.  O meu marido não escolheu ser seu filho, mas escolheu ser meu homem, goste você ou não. 

Faça o que quiser, não vou mais me incomodar com uma velha solitária fazendo escândalo nos dias amargos da sua solidão.

Nossa porta jamais se abrirá pra você. Você jamais vai segurar um neto no colo ou sequer ver uma foto dele. Nem no seu enterro nós iremos, pois você já está morta H******, morta! (Pois a verdadeira morte é o esquecimento, e você já está esquecida!)"





segunda-feira, 14 de maio de 2012

Alta tensão

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.





Do que adianta querer ser brilhante em um lugar que quer apenas que eu seja medíocre? Vou "tacar" o foda-se e deixar rolar, vou cuidar apenas do meu próprio rabo e cuidar pra que ninguém me prejudique, de resto.... Foda-se! Chegou o momento em que eu preciso escolher entre acompanhar a burrice alheia ou pedir demissão e perder meu emprego confortável ao lado da minha casa.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Gente imbecil... meu karma!

Eu estou sem nenhuma paciência. Ultimamente, tem sido incrível, a quantidade de gente burra, mimada, imbecil, incompetente e preguiçosa que tem me aparecido! Tem horas que dá vontade de simplesmente mandar todo mundo pra casa do caralho e sair fora... mas o meio social nos obriga a viver anestesiados, sorrindo amarelo pra esse bando de sementes mal plantadas que já nascem com cara de abortadas (parodiando Cazuza).

Hoje, no trabalho, "minha colega" estava passando um exercício completamente errado, que qualquer observador mais atento notaria a grosseria do engano, e eu não sou dessas pessoas que trabalha por trabalhar, que encara trabalho bufando de raiva ou que se prostitui por um salário, eu amo o que eu faço, e por esse motivo, estou SEMPRE estudando, dar aula não é pra qualquer um e não pode ser feito de qualquer maneira, e quem escolheu fazer isso na vida, TEM QUE FAZER e se a pessoa não gosta, deveria realmente repensar a "carreira". Daí, esperei um momento, quando menos alunos estavam próximos e em voz baixa e tom amigável de quem ensina, corrigi a "colega de trabalho" que de mimada e filhinha preciosa da mamãe que é, logo torceu o nariz e não gostou. 

Depois veio me dizer que fui antiética, que não deveria corrigir ela e mais um monte de abobrinhas que eu nem absorvi porque meu botão foda-se estava no on. Eu simplesmente respondi que, se ela não gosta de aprender, ok e que já que ela tem orgulho e não gosta de ser ensinada que ela deveria pelo menos estudar e que eu só notei o erro dela porque eu estudo, no mais disse pra ela não se preocupar que não corrigiria mais e me desculpei da boca pra fora, por protocolo mesmo. 

E quer saber? Foda-se pra filhinha pata-choca da mamãe, deixa a vida ensinar a ela pelos meios mais dolorosos, quando os alunos dela perceberem que tem uma aula de merda e começarem a reclamar e a cabeça dela rodar, talvez seja tarde pra aprender, mas ela vai, e de resto... um foda-se pra ela. Não tenho saco pra filhinhos mimados da mamãe que borram as calças no mundo real, pessoas que não tem humildade pra entender que só a própria mamãe os acha incrivelmente inteligentes e que não entendem que a lei de ouro do mundo é batalhar. Isso é karma, é linha encarnatória e eu não tenho nada a ver se ela foi um verme, um bicho preguiça, uma lontra, um protozoário na outra vida e continua nessa vidinha...

Agora é só fazer o meu trabalho, bem feito do jeito que eu gosto de fazer, porque gosto de ensinar, ajudar, construir na vida dos meus alunos, trabalhar a mente além do corpo, harmonizar os traumas, entender os processos que nos fazem ser seres além do biomecânico, além do biológico. E ela que estude, porque minha boca eu não abro mais pra ajudá-la, não vou ficar dando luz  a cego que não quer enxergar.



segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Cristianismo fede!

"Eu li a Bíblia de capa a capa. Chamar aquele livro de 'a palavra de Deus' é um insulto a Deus. Chamar aquele livro de um guia moral é uma afronta à decência e dignidade dos povos. Chamá-lo de guia para a vida é fazer uma piada de nossa existência. E pretender que ela seja a verdade absoluta é ridicularizar e subestimar o intelecto humano." 

Friedrich Nietzsche



Pra ilustrar a excelente citação de  Friedrich Nietzsche, nada melhor que a imagem deste verme imundo, corrupto, dissimulado, alienador e destruidor de muitas famílias que acreditam nos absurdos que este ladrão prega em suas lavagens cerebrais, chamadas pelos mais ignorantes de culto.  A humanidade seria bem melhor sem vermes malditos como este!

domingo, 15 de abril de 2012

Boca de Lobo

Minh'alma deita suas vísceras no asfalto estrelado,
as tripas ainda esverdeadas digerem
sonhos e vertigens de outros tempos
vejo olhos e âncoras suspensas no espaço.

meu corpo é um cão pardo e faminto,
é uma cidade durante a noite
quando todas as casas trazem seus lixos à porta

Meu coração é um esgoto a céu aberto.


tela: Jose Luis Fuentetaja

terça-feira, 10 de abril de 2012

Um atleta boçal - Parte 2

Depois deste post, fiquei com muita coisa pra ser resolvida, não dá pra simplesmente engolir certas coisas e seguir assobiando como se nada tivesse acontecido. Em um momento de não mais aceitar sofrer pressão e ser responsabilizada por algo além de minha alçada eu pus a boca no mundo até ser ouvida, ainda não fui totalmente, mas consegui chamar atenção pro meu problema.

"Na sexta-feira, J**** me fez passar constrangimento público com ofensas do tipo "vai tomar no cú" e ameaças de agressão física, incluindo "quero só ver a nota que você vai me dar" e me ameaçou fisicamente. Eu não posso continuar nesta situação, onde o professor se nega a tomar uma decisão, e me delega funções que não são minhas, eu não sou professora do J**** ele não é problema meu.  Eu não posso correr risco de sair roxa da faculdade ou tomar um tiro na testa por causa de uma disciplina onde o professor se dá ao direito de não interceder em hipótese alguma."

"Como eu vou arrastar essa situação até o final do semestre quando aquele atleta boçal vai se achar no direito de ter uma nota alta sem ter feito nada e além de tudo infernizado a minha paz? Vou pagar pra ver se ele vai mesmo "acabar com a minha raça" como ele promete pelos corredores, enquanto o professor desfruta da sua posição de professor acadêmico?!"

"Gostaria que você, como monitor, levasse essa situação ao conhecimento do professor e tentasse interceder, estou pensando em ir a DEAM relatar esta situação, dizer que estou sofrendo agressões  verbais e ameaças físicas que o professor sabe de tudo e permanece omisso. O que eu não posso é me acabar por causa de uma matéria de faculdade." 

Feito isso eu lavei a alma, por conselho da minha psicóloga. Realmente ela estava certa quando me fez enxergar que eu não preciso provar nada a ninguém, que eu não preciso lutar bravamente pra não ser posta como cauda, mais uma vez como há tantos anos atrás. Aquilo passou e eu preciso enxergar essa nova realidade, eu não preciso mais abraçar todas as responsabilidades e arcar com o peso de tudo me cobrando 100% de rendimento sempre e sempre. Eu preciso me permitir me descobrir e viver.

Depois deste texto, o professor resolveu sair do posto de omisso e marcou uma reunião com o grupo inteiro amanhã, após a aula. Não estou esperando muito daqueles covardes pífios, que se não fosse o analgésico social chamado prouni ou enem nem saberiam o que é um campus de uma faculdade, no mais eles são farinha do mesmo saco, tão acéfalos quanto o atleta boçal e além de tudo não tem culhão suficiente pra assumir uma postura. Sei que vão tentar botar panos quentes, sair pela tangente e subir no muro, que é o lugar dos covardes e fracos, mas pelo menos o professor já saiu da sua redoma de vidro. Vamos ver o que acontece, estou firme no pensamento de ir a delegacia, minha integridade moral e física não tem preço. No mais, não vou nem pra julgar e nem pra ser julgada, irei apenas expor minha situação de fragilidade, que julgue o professor e que Deus limpe meus caminhos e me afaste dos seres desprovidos de capacidade intelectual.


sexta-feira, 30 de março de 2012

Um atleta-boçal

Estou numa das piores crises dos últimos tempos, sendo pressionada por todos os lados. Não está faltando nenhum elemento capaz de apertar meus "botões quentes". A faculdade deixou de ser um ambiente de aprendizagem e em pelo menos uma disciplina se tornou um campo de batalha , simplesmente porque um professor dá bastante enfase ao seu lado babaca de ser e passa pros alunos líderes de grupo as funções que deveriam ser executadas por ele. Eu tenho muitas limitações, sou bastante intolerante com N coisas, mas mesmo assim eu costumo respirar fundo e suportar, até porque não dá pra estar cercada de gente inteligente, brilhante e bem educada o tempo todo. Porém eu não consigo suportar e tolerar a burrice e a falta de interrese das pessoas que se acham no direito de ser carregado nas costas alheia (no caso, a minha). 
O professor me obriga a estar com pessoas imbecis, até aí tudo bem (?), mas me obrigar a estar com uma pessoa declaradamente inimiga que há 3 semestres me persegue e faz de tudo pra me incomodar já é passar demais dos limites, ele pode até ser um super professor, mas não é Deus (embora se ache). E hoje, logo pela manhã o sujeito me encara, faz trejeitos e eu pergunto como ele pode ser tão cara de pau a ponto de estar no mesmo grupo que eu, porque ele não tomava vergonha e procurava outro lugar, porque ele não falava com o professor sobre nossa rixa e partisse rumo a outro grupo (ou ao inferno), mas é nesse ponto que minha inteligência e minhas notas altas entram em questão, ele é um mendigo pedagógico e sendo assim prefere se rebaixar e me importunar em troca de uma nota que garanta sua aprovação, visto que ele é um aleijado intelectual e precise de quem o carregue... A plenos pulmões me mandou "tomar no cú" dentre outras ofensas, fui retirada de perto dele por colegas e ele ficou lá murmurando (grunhindo) algumas palavras. O maldito é um atleta-boçal que depende de bolsa pra estudar... Procurei o treinador dele e chegarei até a reitoria da universidade, não admito ser agredida e constrangida dessa forma. Isso não termina aqui!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Machismo e muita cara de pau

Não é a toa que certas pessoas escolhem certas profissões...


Isso serve pra descrever o inferno no qual estou mergulhada agora. Acho que conduta moral é bem diferente de machismo. No machismo o cara simplesmente não quer que façam na "mulherzinha preciosa dele" o que ele faz com as outras. Ou seja, exige porém não devolve na mesma proporção. Exige uma postura de intocável da mulher enquanto que ele mesmo não tem problema algum com toques e além disto possui um estoque com todos os tipos de desculpas esfarrapadas que se possa imaginar. Mas errada sou eu que escuto mantra...


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Cada dia um novo desafio na mesma rotina.



Eu gostaria que as pessoas entendessem de uma vez por todas que eu não sou borderline por escolha, opção e tampouco conveniência. Existe uma clara diferença entre, o que eu sou, o que eu quero ser e o que eu POSSO SER. E é neste estágio que eu estou agora, na transição do que eu sou para o que eu posso ser. Sem me preocupar com o que as pessoas querem de mim. Desisti de tentar corresponder as expectativas dos outros e anular a mim mesma, cansei dos sorrisos falsos, cansei das manipulações dos meus parentes, aliás, cansei tanto deles, que me mudei e eles nem tem meu endereço atual, eles apenas acreditam que ainda moro na casa antiga, que é própria e que guarda alguns móveis meus, e que “vivo batendo perna” por aí. Mas pra que contar? Eles sempre me enchem de críticas e me fazem olhar pra trás pra lamentar o que foi deixado... Cansei do algoritmo de funcionamento que eles, por tanto tempo, me obrigaram a executar. Agora, eu quero ser livre... mas não é assim do dia pra noite que as coisas acontecem...

Tenho andado deprimida e desanimada, tudo porque sei que em breve serei deixada sozinha enquanto meu namorado, mais uma vez, viaja sei lá pra qual escola de pilotagem, pra ficar mais sei lá quanto tempo, pra tirar uma tal especialização ou voltar com as mãos abanando mais uma vez... Na verdade, detesto a idéia de me relacionar com um piloto, por tudo que envolve a “carreira”, desde as viagens, a não ter um endereço pra procura-lo no meio do expediente em uma emergência e principalmente pelas vadias que ele terá como colega de trabalho, na forma de comissárias, aeromoça ou qualquer porcaria dessas, que já que são galinhas destituídas de asas, usam o avião pra voar e galinhar.

Enfim... Não posso fazer nada e só Deus sabe como dói esta impotência e esta briga interior entre os meus insights e meu transtorno.

Minha psicóloga diz que este mecanismo é o de testar o amor das pessoas por mim, pra ver até onde elas são capazes de ir ou o que são capazes de abandonar. Seguindo esta “lógica” eu busco descobrir se estou realmente segura naquele relacionamento ou se serei deixada, trocada ou diminuída perante alguma coisa como minha mãe fazia comigo. Isso se resume em: “você me ama mesmo, em qualquer situação ou vai fazer igual a minha mãe?”

Quando me decepciono eu brigo, grito, faço escândalo e até fico muda. Mas uma coisa é certa, minhas emoções são intensas, me dou inteira, me desgasto, me gasto, me canso de amar, de odiar, me empenho, vou ao extremo. Não sei ser menos que intensa...

Talvez isso seja uma fraqueza, uma doença, uma fuga... Será algo positivo de alguma forma? Não sei. Já tentei ser de outra forma, esse é um dos motivos pelo qual faço terapia, me cansar menos de minhas relações, me cansar menos de mim mesma. Só que me saturo, perco a paciência, a fé, a confiança, a vontade... Faço os dias pesados, sangro os pés, pois, nunca me lembro de por as sandálias para caminhar nesta estrada longa e cheia de pedras. Cada dia um novo desafio na mesma rotina... Dá pra entender?

A vida nunca deixará de ser um desafio, acredito eu... Embora muitas vezes tenha pensado em desistir, e acho que ainda retornarei a esse pensamento, pois, toda vez que uma dor forte vem, é inevitável, pensar que ficar sem sensação me traria paz... Mas evitar pensamentos de inferiorização, tortura, culpa e morte também é um desafio que estou vencendo, dias sim... dias não.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Meus pais não deveriam ser pais.




Meus pais não me tratam feito gente. Pra eles eu sou uma perdida, embora não use drogas e nem beba frequentemente, embora seja mais caseira que eu caracol, embora me mate pra trabalhar, estudar e etc. Não sei em que mundo das cavernas eles vivem, mas eu não consigo ser o que a ignorância deles deseja pra mim. Eu não devo ter vontades próprias, devo servir a um marido com dinheiro (amor? ahh isso é idiotice segundo eles), devo servir a minha filha como um cão fiel, aliás eles acham um absurdo qualquer ensinamento que eu dê, e não toleram que eu não seja crente feito eles. Crer no deus deles pra que?! Pra hostilizar, ferir, magoar, diminuir, comparar, ridicularizar, impor metas inalcançáveis, oprimir, invadir a privacidade, abandonar na hora da adolescência, não oferecer ensino superior por pura vingança?! Pra quê? O que me motivaria ser igual a eles?!

 E eu não aguento mais lidar com isso, cansei de fazer de tudo pra viver num clima ameno com eles, cheguei a conclusão de que não preciso deles pra nada na vida com a idade que tenho, se eu já me rastejei por todos esses anos até aqui, não é agora que farei questão da ajuda, apoio, reconhecimento ou qualquer coisa que seja, da parte deles. Nem todo mundo serve pra ser pai e mãe, pronto é isso! E eles, só foram pais por um erro cósmico qualquer. Não tenho porque me torturar mais do que já fui torturada a infância e a adolescência toda por eles, sempre com suas exigências acima do normal que me fazem sentir um verme, uma bosta, uma coisa nenhuma, chega da falta de amor sincero, chega da troca hipócrita de favores, chega de me matar pra alcançar um "nível" que eles desejam só pra ver eles satisfeitos, sendo que, quanto mais eu subo, mais íngreme se torna a subida das exigências deles, chega de vê-los sorrir pra mim quando os compro com algum almoço, presente ou um truque de adestramento que eu, feito um cão, exibo pra eles. Vou me afastar deles pra manter minha saúde mental e física, pelo menos o mínimo que eu posso. Vou me afastar, acabar com os comportamentos estereotipados da filhinha idiota que não cresce e quer agradar, afastar minha filha do domínio deles, porque é visível que ela é outra comigo quando está com eles ou quando retorna de uma longa temporada na casa deles.  Quer saber? Que se danem! Que envelheçam mais a cada dia, se danem e morram! E que não contem com a minha ajuda pra nada na velhice deles, mais iminente a cada dia que passa. Agora que eu sei o que eles fizeram comigo, eles não vão mais continuar! Não vão...


(Jeremy - Pearl Jam)



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Nervos a flor da pele

Tenho andado com o humor bastante variável, de alegre a raivosa. De tempos em tempos eu tenho crises de mergulhar de encontro a tudo que já me machucou um dia, reviver dolorosamente o passado e sentir a raiva com a cobrança dos juros, e estou nesse processo agora. Relembrando e revivendo toda a raiva, tristeza, frustração, decepção que já passei antes, mas que nunca me abandonam. A frustração está sempre aqui, tudo que me causa dor está sempre aqui, dentro de mim, do meu peito e este sangra e dói sem que o tempo passa agir anestesicamente, o tempo não alivia a dor, nunca!

Outra coisa que tenho percebido é que estou muito antisocial ultimamente, as pessoas me irritam, pessoas agindo de forma mal educada me irritam profundamente, tenho vontade de mandá-las calar a boca, tenho vontade de me livrar de todas elas. Lugares cheios me incomodam muito, ver a forma como as pessoas lidam umas com as outras, sempre querendo se dar bem, sempre querendo passar por cima do direito das outras, sempre querendo dar um "jeitinho", me deixa muito irritada. Celulares com alto falante estão na moda e fones de ouvido pelo jeito não, dessa forma a educação passou a ser artigo de luxo, e as pessoas andam de transporte público ouvindo música alta com esses tais celulares, e isso me deixa fula de raiva. Esse é só um pequeno exemplo. Não suporto essa coisa de:  "se dar bem burlando a lei e se favorecendo a qualquer custo", isso me deixa extremanente furiosa. Então, evito sair de casa, evito os locais públicos ainda mais nesta época de Natal, onde qualquer lugar mais parece um formigueiro de tão cheio, mas por outro lado, isso me entedia, porque me deixa trancafiada em casa.

É um transtorno difícil, é uma vida bastante desafiadora... mas eu acredito verdadeiramente em dias melhores. Por isso o vídeo aí embaixo, essa música me faz sentir bem, aliás, tudo que envolve meu trabalho, tude que envolva música me faz sentir bem, ainda mais músicas com vibrações positivas ou alto astral contagiante.


True Believer

Estou aqui agora por causa de você
Você é a razão de eu fazer o que faço
Como o fantasma quando você me chama eu estarei ali
Sempre que estou perto de você não devo temer

Por causa de você
Isto é o que eu faço
(vamos lá, vamos)
Por causa de você
Eu sou um verdadeiro acreditador

Sou um verdadeiro acreditador
Estou com você através da noite
Você é minha inspiração na vida
Sou um verdadeiro acreditador
Então não deixe de lutar
Você é minha inspiração na vida

Me dê, me dê tudo que tem
Você e eu podemos chegar no topo
Como dois super-herois nós podemos salvar o dia
Deixe a música nos levar a algum lugar distante

Por causa de você (Apenas de você)
Isto é tudo que eu faço (que eu faço)
(vamos lá, vamos)
Por causa de você
Sou eu verdadeiro acreditador

Sou um verdadeiro acreditador
Estou com você através da noite
Você é minha inspiração na vida
Sou um verdadeiro acreditador
Então não deixe de lutar
Você é minha inspiração na vida

Sou um verdadeiro acreditador
Estou com você através da noite
Você é minha inspiração na vida

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Tudo é ilusão. É tudo como correr atrás do vento.

Me sinto uma completa estúpida vivendo da forma como eu vivo, valorizando o que mais ninguém valoriza, tentando fingir que posso ignorar, fingir não ligar, desprezar, virar a cara e não estar nem aí... Por quantos malditos segundos eu consigo realmente agir assim? Durante quanto tempo eu finjo não ligar mas por dentro eu me remoo, me mordo e me torço de desespero, quando o que eu mais quero é gritar que me importo sim, que pra mim pequenas coisas importam sim, e muito! Que pra mim o sentimento ainda vale muito mais que qualquer outra coisa, que pequenos gestos, olhares, papeizinhos rabiscados, recados na geladeira, mensagens no celular e toda sorte de bobagens pra mim são fundamentais. Eu só queria que as pessoas valorizassem minhas demonstrações de afeto como eu valoro cada gesto afetivo que me faz deixar de ser o vulcão em erupção pra ser a menina sorridente que corre descalça no gramado vivo de uma tarde de primavera.
O problema é que ninguém dá real valor a isso e sempre que podem ainda tentam justificar seu pouco caso com o que realmente deveria ter valor com coisas superficiais, apelando pra uma lógica fria e normal. Mas o que seria normalidade?! Deletar um recado poético e romântico sem sequer clicar com o botão direito e copiar pro caso de dar algum erro no site? Tudo bem, eu disse que ia deletar e consertar o erro de digitação... Mas custava esperar a segunda publicação corrigida pra deletar a primeira? Custava fazer uma maldita cópia num maldito bloco de notas só pro caso de "dar merda" no site, como acabou dando?! Não, não... mais fácil é colocar a culpa em qualquer coisa que justifique não dar valor aos meus sentimentos nobres sendo tratados como qualquer coisa que possa ser reescrita, refeita como se eu fosse algo programável.  Tudo é ilusão. É tudo como correr atrás do vento. E o que dá mais raiva é  que alguns imbecis são capazes de guardar bilhetinhos mal escritos por anos e deletar uma poesia sem sequer fazer uma mísera cópia, mas como já dizia Cazuza, não adianta escrever poesia em papel higiênico e dar sentimentos nobres para que idiotas limpem o cú.
Sempre fico me perguntando porque quanto mais vadia e promíscua uma mulher é, mais os homens a idolatram. Tem horas que dá vontade de incorporar quantas pombas-giras me forem permitidas e sair por aí, sendo aquilo que os homens tanto adoram valorizar, uma puta! Mas não, meu pudor e minha maldita moral me fazem andar por aí feito uma palhaça, uma palhaça chorona que vive pedindo a atenção e que seus sentimentos nobres e idiotas sejam valorizados e tratados como tesouro. Eu faço de mim mesma uma verdadeira palhaça, um fiasco digno de vergonha!


Nota mental: Não posso tomar Predsin comprimidos, graças a esta maldita droga, estou pernoitada, mal humorada, com os nervos a flor da pele, rastejante como um bebê faminto e agressiva como uma cobra prestes a dar um bote.

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