Mostrando postagens com marcador saudade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saudade. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de outubro de 2013

48 horas.

É difícil sentar aqui e desabafar, é difícil organizar tantos pensamentos, tantas emoções e tantos sentimentos pungentes e contraditórios. Tenho me esforçado pra me manter de pé depois do furacão pelo qual eu passei. E eu sei que preciso falar deste furacão para sentir-me em paz comigo mesmo, pra aliviar a pressão aqui de dentro, viver o luto, enterrar uma quimera... Eu vou precisar escrever um post longo falando de como uma amizade border x border de quase três anos, tornou-se uma paixão arrebatadora em menos de um mês de conversa via skype, como essa paixão resistiu a dois meses de virtualidade e depois disto atravessou o oceano no trajeto Portugal x Rio de Janeiro e o seu desfecho trágico, além da sobrevida que ainda existe para este sentimento; Um fim de existência lento e agonizante ou uma “atuação borderline”? Será que estou onde devo estar? Onde quero estar?  Será que hei de permanecer aqui? O que o futuro me reserva? O que eu ainda preciso enfrentar do passado? Além do TPB, a mitomania, além das duas doenças, a minha eterna indecisão, instabilidade, medo e ansiedade... Há dois dias não procuro o H (“o outro border”), são 48 horas que se parecem uma eternidade... Abstinência? Saudade? Vazio? Obsessão? Mudança de hábito? Quebra de rotina? Amor? Loucura? Sinceramente não sei... A cabeça anda lenta demais pra processar qualquer coisa e o mau humor está instalado na máxima potência. Hoje eu saí de casa pra dar uma volta, comprar um livro (mais um!), comprar ingresso para o show do Aerosmith e comer, mas como era feriado, todos os lugares estavam lotados e eu consegui arrumar confusão com toda gente, principalmente um homem que estava no Banco do Brasil demorando uma eternidade no caixa eletrônico e que teve a infeliz ideia de me dar uma cantada e saiu escorraçado de lá... Acreditem, eu ameacei “meter a porrada” no sujeito!

É, pois é... tem sido dias bastante intensos...

Ah... O livro que eu comprei dessa vez foi o "Como eu era antes de você".
Estranha coincidência, não?!




sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Só o pensamento sobrevive...

Tudo caminha de forma aleatória,
As correntes tornam o andar mais difícil,
Com as mãos amarradas não posso segurar,
E a visão não está mais no lugar.

Pegar um pouco de ar é impossível,
Porque o possível não está lá,
E com a defesa esgotada,
Não se pode mais descansar.

O tempo corre sem demora,
Empurrando, se debatendo. 
E ao lado percebendo,
Que sobrevive só o pensamento...



"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar." 
(O Pequeno Príncipe)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Abraços

O melhor lugar do mundo? É sem dúvida dentro do seu abraço. 
Nossos abraços eram o encontro de dois corações.
"Aquele abraço era o lado bom da vida, mas para valorizá-lo eu 
precisava viver. E que irônico: pra viver eu precisava perdê- lo..."



sábado, 28 de setembro de 2013

Solidão

Caminho por entre espinhos, em cada andar.
Perco-me por entre passos curtos porém largos
Olho para o lado... Longe na distância que separa
A realidade ilusória construída por fragmentos de dor
E pedaços de sentimentos contraditórios.

Atravesso a tempestade de forma lenta e passiva
Meus olhos sangram ao enxergar,
O que não pode ser visto.
Perco os sentidos e a vida não mais é sentida,
Ela é expressa somente no instante vivido.

Dois caminhos se cruzam,
Duas estradas e um só pensamento,
A dúvida corrompe o caminhar,
Levando ao extremo da insanidade.

O que fazer se não há nada a ser feito?
O que mudar se a escolha não decide?
Esperar... Acordar... Continuar a caminhar...


Somos anjos de uma asa só.
Precisamos nos abraçar para alçar vôo.


Ao som de: Hate This And I'll Love You -  Muse

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Frágil

Quando li estas palavras pela primeira vez, fiquei paralisada, pasma, emocionada... Cada palavra parece que foi sentida e escrita por mim mesma. Me admira quando alguém escreve o que eu sinto com profunda exatidão...




Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.

(Caio Fernando Abreu)




"Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil
Sinto-me frágil
Frágil
Esta noite estou tão frágil."

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...