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sábado, 7 de julho de 2012

Dor

Os defeitos e falhas da mente são como feridas no corpo. Depois que todo cuidado possível foi tomado para curá-las, ainda restará uma cicatriz. 

(François de La Rochefoucauld)





Pra resumir, estou vivendo um dia infernal. Carregando uma cruz que não é minha, lidando com problemas além dos muitos que eu já tenho. Não consigo ter paz nem pra solucionar meus problemas, não há quem me entenda, nunca houve quem me ajudasse e agora eu sou criticada por não saber ajudar, por ser agressiva demais. Como oferecer a alguém algo que você jamais conheceu? Como posso sentar e ouvir as lamentações de alguém que quer apenas ser entendido e "liberado" das suas responsabilidades? Eu nunca tive quem sentasse comigo pra conversar, orientar e me entender, aprendi tudo na base da dor, foi sangrando que eu aprendi a viver, a lutar pela minha sobrevivência e através da raiva, gerada pela injustiça, eu quis um dia vencer e comecei minha caminhada por entre pedras e espinhos e agora eu não consigo dar colo e mamadeira pra ninguém, meu idioma é a revolta e meu lema é a dor.
Eu quero sair daqui, eu quero ver a luz no fim do túnel, mas não consigo guiar ninguém, pois sou cega.

domingo, 24 de junho de 2012

Saio dessa prisão, ou morro!

Estou tentando viver como se eu fosse normal, como se os outros é que fossem os bizarros, estou tentando fazer de conta que não tenho nada, nem terapia, nem remédios, nem leituras científicas sobre o transtorno borderline... É como se ele fizesse parte de mim e eu simplesmente não quisesse mais dar ouvidos a ele. Mas no fundo, no fundo, estou cansada, a cabeça fica "formigando" o dia todo, a concentração é quase inexistente, a memória está cada vez mais errática e paciência anda em falta, os nervos andam a flor da pele, tenho sentido vontade de chorar, gritar, bater e quebrar. Quero me esconder do mundo mas preciso ser vista, ser notada... Que tipo de prisão é esta que estou condenada a passar o resto dos meus dias?! 
Platão acreditava que o corpo era a prisão da alma. Eu concordo com ele!

"Estou literalmente acabada.
Minha alma pede socorro.
Debato-me desesperada. 
Saio dessa prisão, ou morro!"


domingo, 6 de maio de 2012

Peso nas costas...

É muito angustiante e desesperador para mim sentir um cansaço irremediável, um espinho cravado no meu pé que não posso arrancar, simplesmente porque não depende de mim. É terrível sentir um cansaço não-físico mas, que acaba repercutindo no meu corpo quando sinto o sono do desânimo e da depressão, por ter que pagar por algo que foi escolhido por outras pessoas há quase uma década atrás... E agora, resta a mim, conviver com isto dia após dia, fazendo uma força maldita pra não explodir e dizer (mais uma vez) tudo que eu penso.Dessa vez a terapia tem sua importância, foi orientação da minha terapeuta não me envolver e não tentar resolver os problemas dos outros, não me sentir responsável por isso e tão pouco assumir pra mim a necessidade (ou obrigação?) de fazer alguém dar certo... Isso não é problema meu, eu preciso repetir este mantra:" o problema não é meu" e só faz parte de mim enquanto eu aceitar, permitir e quiser. 


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